ASAE fecha entreposto ilegal em Évora e apreende nove toneladas de carne imprópria

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu no distrito de Évora nove toneladas de carne impróprias para consumo num entreposto frigorífico ilegal, que foi desmantelado, e deteve uma pessoa, foi hoje anunciado.

© Facebook\asae.gov.pt

Em comunicado, a ASAE explicou que, na sequência de uma investigação a um circuito paralelo de embalamento e distribuição de géneros alimentícios, a sua Unidade Operacional de Évora desencadeou, naquele distrito alentejano, uma operação direcionada ao combate de práticas fraudulentas e de ilícitos contra a saúde pública.

“No âmbito desta operação, que resultou no desmantelamento e suspensão total de um entreposto frigorífico ilegal”, foram apreendidos produtos e objetos com um valor global de 85.000 euros.

O entreposto frigorífico ilegal alvo da fiscalização “utilizava um número oficial de controlo veterinário falsificado e usurpado”, tendo sido “detetado, em flagrante delito, o reembalamento e nova rotulagem de produtos de carne cuja data de validade se encontrava ultrapassada”, revelou a autoridade.

Os produtos eram retirados das suas embalagens originais e, para serem novamente embalados, eram produzidos novos rótulos com recurso a um ‘software’ informático, para inscrição de uma nova data de validade e um novo lote, substituindo os rótulos preexistentes.

Estas operações “eram realizadas sem qualquer controlo veterinário nem rastreabilidade, colocando em risco a saúde pública e os direitos dos consumidores”, pode ler-se no comunicado.

A ASAE instaurou um processo-crime pela prática dos crimes de comercialização de géneros alimentícios anormais avariados, usurpação e falsificação de documentos, tendo sido detido, em flagrante delito uma pessoa suspeita.

“Foi ainda instaurado um processo de contraordenação por colocação no mercado de produtos de origem animal por estabelecimento não registado ou aprovado”, acrescentou.

Na ação, foram apreendidas cerca de 20 toneladas de carne, tendo um médico veterinário verificado que nove delas estavam “impróprias para consumo”.

Estas nove toneladas, “atendendo ao seu estado de degradação, foram encaminhadas para destruição”, enquanto as restantes foram encaminhadas para um entreposto frigorífico licenciado.

O organismo fiscalizador apreendeu “um sistema industrial de embalamento, constituído por computador, máquina de vácuo e de impressão de rótulos”, centenas de rótulos adulterados, produtos utilizados para o embalamento, 12 quilos de conservantes e 10 litros de estabilizador da cor da carne.

Últimas do País

Fenómeno agravou-se nos últimos dois meses e levou a PSP a reforçar a vigilância nas zonas mais afetadas. Ladrões procuram sobretudo o cobre dos equipamentos para posterior venda.
Capital reforçou patrulhamento depois de episódios de violência grave. Na Baixa do Porto, sindicato alerta para agressões, tentativas de violação e noites com reduzida presença policial.
Queixas começaram há cerca de dois meses e os utentes garantem que o problema se tem agravado. Cerca de 60 doentes passam diariamente pela sala, onde permanecem ligados às máquinas durante quatro horas. Hospital confirma a presença dos insetos e garante estar a tentar erradicar a praga.
Mais de mil bombeiros estavam às 08:00 envolvidos no combate aos quatro maiores incêndios ativos na região Norte, sendo os de Torre de Moncorvo, Arouca e Santo Tirso os que mobilizam mais meios, segundo fonte da proteção civil.
A GNR deteve o líder de uma rede internacional de tráfico de droga, na sequência de uma operação iniciada em 2026 e que tinha permitido prender cerca de 50 pessoas, anunciou hoje a corporação.
Em alguns casos, a indefinição prolonga-se há mais de um ano e meio, com os gestores a permanecerem em funções sem saber se serão reconduzidos ou substituídos. Entre as instituições nesta situação está o Hospital de São João, no Porto, uma das maiores unidades hospitalares do país.
Portugal já registou 6572 incêndios rurais em 2026, mais 748 do que no mesmo período do ano passado. Número de ocorrências sobe quase 13% e atinge o valor mais elevado dos últimos quatro anos. Mais de 60 mil hectares já foram consumidos pelas chamas.
Diretora de Medicina Interna demite-se e responsável pela Urgência ameaça sair se não melhorarem as condições para tratar os doentes.
Três incêndios em mato em Torre de Moncorvo, Santo Tirso e Arouca destacam-se ao início da tarde de hoje entre as “ocorrências significativas” registadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mobilizando mais de 900 operacionais.
Dois episódios de violência grave, registados em poucos dias, levaram a PSP a mobilizar pelo menos 30 elementos do Corpo de Intervenção para reforçar a segurança numa das zonas mais turísticas de Lisboa, entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal.