Polígrafo mente uma vez mais para atacar o CHEGA

Em causa, está o apelo do presidente do partido, André Ventura, às forças policiais para se juntarem no Parlamento, fora e dentro das galerias, esta quinta-feira, dia em que os deputados irão debater o subsídio de risco.

© Folha Nacional

O Polígrafo qualificou como “Verdadeiro” e, um dia depois, como “Impreciso”, a questão sobre se André Ventura apela em vídeo “aos polícias para que entrem pelo Parlamento adentro” no dia 4 de julho quando, na verdade, deveria ter classificado como “falso”, pois a informação atribuída ao líder do CHEGA é falsa.

Em causa, está um vídeo difundido nas redes sociais do CHEGA e do líder do partido, onde Ventura apela aos agentes da PSP e militares da GNR que “venham ao Parlamento” na próxima quinta-feira, 4 de julho, dia em que os deputados irão debater um projeto-lei do CHEGA que visa determinar “a aplicação do regime de atribuição do suplemento de missão criado pelo Decreto-Lei n.º 139-C/2023, de 29 de dezembro, à Guarda Nacional Republicana, à Polícia de Segurança Pública e ao Corpo da Guarda Prisional”.

Este domingo, o Polígrafo escreveu que o CHEGA estava a tentar “intimidar a casa da Democracia”, referindo-se a “um paralelismo entre o suposto apelo do líder do CHEGA aos agentes da PSP e GNR, para que entrem pelo Parlamento adentro, e o famigerado ataque ao Capitólio dos EUA em janeiro de 2021, instigado por Donald Trump”.

Mas, esta segunda-feira, em nota editorial, o Polígrafo retifica e diz que a “expressão literal ‘entrem pelo Parlamento adentro’ não foi realmente proferida por Ventura”.

“A classificação do artigo foi alterada às 13h00, do dia 1 de julho, de ‘Verdadeiro’ para ‘Impreciso’”, corrigiu o Polígrafo. Contudo, continua a insistir de que há a presença de “imagens da invasão ao Capitólio dos EUA que são exibidas no vídeo em causa.”

No entanto, não existem quaisquer imagens em nenhum dos vídeos publicados pelo partido.

No vídeo em questão, Ventura encontra-se numa sala da Assembleia da República, a falar para a câmara, e afirma que “no dia 4 [de julho] precisamos de vocês, para mostrar ao país a força, o entusiasmo e também o desespero e injustiça que vocês sentem nas vossas vidas. Preciso que venham para o Parlamento, nas galerias e fora do Parlamento, mostrar a força, a força que este país sempre reconheceu às polícias, às forças de segurança, e a sua justiça – ou melhor, a injustiça com que têm sido tratadas”.

“No dia 4 às 15 horas, todos ao Parlamento para fazer a correção de uma injustiça histórica às nossas polícias e forças de segurança”, deixa o apelo.

Portanto, o Polígrafo usa vídeos manipulados e colocados a circular nas redes sociais que desvirtuam por completo a mensagem do Presidente do Partido CHEGA e classifica a notícia como ‘imprecisa’. A questão é que não há nada de impreciso, pois no vídeo original, publicado nas redes sociais do partido e de André Ventura, nunca é usada a expressão “pelo parlamento adentro” e não são utilizadas imagens da invasão ao Capitólio.

Posto isto, a avaliação ao fact check feito pelo Polígrafo é Pimenta na Língua!

Últimas de Política Nacional

O Ministério Público (MP) acusou o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e outros 22 arguidos, incluindo vereadores e funcionários, de peculato e de abuso de poder por gastos de 150 mil euros em refeições pagas pelo município.
O presidente da Assembleia da República solicitou à Comissão de Transparência a abertura de um inquérito às afirmações da deputada do PS Isabel Moreira no debate dos diplomas sobre mudança de género, após queixa do líder parlamentar do PSD.
Quando vários crimes muito graves são julgados no mesmo processo, a pena final nem sempre acompanha a gravidade do que foi feito. É essa lógica que o CHEGA quer alterar.
O presidente do CHEGA condenou hoje o ataque contra participantes na Marcha pela Vida e pediu todos os esclarecimentos à PSP e Governo, considerando que não pode haver violência "boa ou má" conforme se é de esquerda ou de direita.
O presidente do CHEGA disse hoje ter garantia "política e negocial" que haverá dois nomes indicados pelo PSD e um pelo seu partido para os juízes para o Tribunal Constitucional, eleições cuja data será definitivamente proposta na quarta-feira.
O presidente do CHEGA disse hoje que há condições para aprovar nos próximos dias a nova lei do retorno proposta pelo Governo com alterações do seu partido, esperando que o Tribunal Constitucional não volte a ser "força de bloqueio".
Pagar a casa já é difícil. Pagar ao banco para sair mais cedo do crédito pode tornar-se ainda mais. É precisamente isso que o CHEGA quer mudar. O partido apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende acabar com a comissão cobrada pelos bancos quando os clientes fazem reembolsos antecipados em créditos à habitação com taxa variável.
O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou Bruxelas de ser "símbolo de censura e ditadura" e salientou o papel do seu partido no combate à imigração ilegal em Portugal.
Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?