Tribunal de Justiça da UE considera que Portugal não cumpre lei sobre pagamentos em atraso

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que Portugal não cumpriu a diretiva europeia contra os atrasos de pagamento nas transações comerciais, por as entidades públicas pagarem em mais do que 30 ou 60 dias.

Num acórdão hoje publicado, o tribunal declara “o incumprimento de Portugal” relativo à diretiva que estabelece medidas de luta contra os atrasos de pagamento nas transações comerciais, após pedido da Comissão Europeia.

“Tendo em conta os dados oficiais fornecidos por Portugal até 14 de março de 2023 e os dados em falta, a Comissão intentou a presente ação por incumprimento com o fundamento […] de que várias entidades públicas portuguesas pagaram as suas dívidas comerciais, de forma sistemática e persistente, em prazos superiores aos previstos na diretiva”, isto é, 30 ou 60 dias, elenca o TJUE.

O acórdão de hoje “confirma as violações do direito da União mencionadas”, já que de acordo com o tribunal, Portugal não cumpriu as obrigações referentes a tal legislação comunitária no que toca à administração local (entre 2013 e 2017), nas entidades públicas portuguesas prestadoras de cuidados de saúde (entre 2013 e 2022), na Região Autónoma da Madeira (entre 2013 e 2022) e na Região Autónoma dos Açores (em 2013 e entre 2015 e 2022).

“Esta constatação impõe se em relação à administração local, à Região Autónoma da Madeira, à Região Autónoma dos Açores e às entidades públicas prestadoras de cuidados de saúde, sendo os atrasos de pagamento sensivelmente mais significativos nestes três últimos casos”, argumenta o TJUE.

O país chegou a apresentar fundamentos de defesa, relacionados com a circunstância de a situação dos atrasos de pagamento, com o facto de não haver violação grave, contínua e sistemática e com os princípios da proporcionalidade e da cooperação, mas o tribunal considera “improcedentes os três fundamentos de defesa invocados por Portugal para tentar minimizar, ou mesmo justificar, o facto de não ter cumprido a obrigação de assegurar que as suas entidades públicas cumprem de forma efetiva os referidos prazos de pagamento”.

A diretiva europeia em causa, em vigor desde fevereiro de 2011, visa combater os atrasos de pagamento nas transações comerciais a fim de assegurar o bom funcionamento do mercado interno, promovendo a competitividade das empresas e, em particular, das pequenas e médias empresas.

Últimas do País

A Polícia Marítima apreendeu cerca de 464 kg de haxixe, em 10 fardos, entre o Cabo Espichel e Sines, no distrito de Setúbal, foi hoje anunciado.
Quase 90% das cerca de 8.000 crianças e jovens com doença crónica avançada não têm acesso a cuidados paliativos, segundo a associação do setor, que pede ao Governo uma aposta nesta área para mudar a realidade.
Uma investigação de três anos da PSP do Porto culminou na detenção de 15 pessoas suspeitas de integrar uma rede de tráfico de droga com raízes no antigo bairro do Aleixo e alegadamente controlada por diferentes gerações da mesma família.
Um empresário de Almada é apontado como o alegado responsável por uma estrutura de 25 empresas fictícias que terá sido utilizada para desenvolver um esquema de fraude fiscal através do chamado “carrossel do IVA”.
Um assalto violento em Cascais envolveu um grupo de homens armados, disparos e vítimas feitas reféns. Apesar da violência utilizada, os suspeitos acabaram por fugir sem conseguir roubar qualquer bem.
O CHEGA surge à frente nas intenções de voto, com 30,7%, segundo o Barómetro DN/Aximage, divulgado pelo Diário de Notícias. A sondagem coloca o partido de André Ventura quase dez pontos percentuais acima da Aliança Democrática (AD).
O Tribunal da Feira adiou para janeiro a leitura do acórdão do processo Ajuste Secreto, um caso de corrupção centrado na Câmara de Oliveira de Azeméis e no ex-presidente Hermínio Loureiro, informou hoje fonte judicial.
A presença de homens de origem indostânica, em parques infantis e jardins públicos tem gerado preocupação entre famílias. Pais questionam o que fazem nestes espaços, sobretudo quando aparentam estar desacompanhados de crianças.
A Operação Atalaia resultou do desmantelamento de uma rede criminosa que alegadamente se preparava para introduzir estupefacientes no país mas também no mercado europeu, revelou hoje o porta-voz da GNR, tenente-coronel Carlos Canatário.
Um ciberataque a uma empresa informática que trabalhou para o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) permitiu a piratas informáticas obter dados não classificados das secretas portuguesas e de de outras entidades, confirmou hoje o SIRP.