Banhos e pesca proibidos no Douro devido a descarga poluente após incêndio no Porto

Os banhos e a pesca lúdica foram hoje proibidos por precaução entre o cais de cimentos e a foz do Douro, no Porto, devido à descarga de materiais poluentes na ribeira da Granja provocada pelo incêndio no grupo Nors.

© D.R.

“Foi publicado um edital que proíbe os banhos e a pesca lúdica em toda a extensão, desde o cais de cimentos [perto do restaurante Casa d’Oro] até à foz do rio Douro por precaução”, afirmou hoje o capitão do Porto e comandante-local da Polícia Marítima do Douro e Leixões.

Aos jornalistas, no Largo do Calém, onde decorrem os trabalhos de limpeza das águas devido à descarga de materiais poluentes do incêndio ocorrido na segunda-feira na zona industrial do Porto, Silva Lampreia afirmou que a proibição “não afeta nenhuma praia fluvial”.

A proibição abrange uma extensão de cerca de 2,7 quilómetros.

A Câmara do Porto está a tentar minimizar os efeitos da descarga de materiais poluentes na foz da ribeira da Granja e consequentemente no rio Douro, estimando concluir os trabalhos de limpeza na quarta-feira.

O incêndio afetou os escritórios da Auto Sueco Portugal, da Aftermarket Portugal e da Amplitude Seguros, empresas do grupo Nors.

Últimas do País

O estado do tempo em Portugal continental vai ser influenciado na quinta e na sexta-feira pela depressão Goretti, prevendo-se chuva e queda de neve nos pontos mais altos, indicou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
As urgências dos hospitais privados registaram, entre o Natal e o Ano Novo, um aumento médio de 20% na procura face ao período homólogo, devido ao tempo frio e ao aumento da oferta, segundo a associação do setor.
Um homem vai ser julgado em Leiria pela alegada prática de 190 crimes de abuso sexual e nove crimes de pornografia, de que terão sido vítimas dois menores, segundo o despacho de acusação hoje consultado pela Lusa.
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência abriu processos a instituições que publicitavam pós-graduações e cursos superiores sem autorização legal. Três entidades enfrentam contraordenações e o caso já chegou à Defesa do Consumidor.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito ao caso do homem que morreu no Seixal depois de ter esperado cerca de três horas por socorro do INEM.
Em apenas 12 meses, os portugueses apresentaram quase 240 mil reclamações. O Portal da Queixa registou um máximo histórico de reclamações em 2025, com logística, telecomunicações e serviços públicos no centro de uma onda de indignação sem precedentes.
O Tribunal Constitucional recusou todas as nulidades apresentadas pela defesa de Ricardo Salgado e determinou o encerramento do ciclo de recursos, abrindo caminho ao cumprimento da pena de oito anos de prisão confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Nove em cada dez professores queixam-se de burocracia excessiva e mais de 60% passam cinco ou mais horas semanais em tarefas administrativas, revela um inquérito online realizado pela Federação Nacional da Educação (FNE).
O presidente da AGIF - Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais avançou hoje, no parlamento, que a GNR autuou 120 municípios em 2025 por falta de limpeza de terrenos para prevenção de fogos florestais.
Um homem morreu na terça-feira no Seixal depois de quase três horas à espera de socorro do INEM, confirmou o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, admitindo que o novo sistema de triagem possa ter influenciado o desfecho.