Grande parte dos incendiários são reincidentes e não revelam empatia por pessoas, animais ou bens.

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As notícias dos últimos dias não surpreendem: a detenção, pela PJ ou outras forças de segurança, dos responsáveis pelos fogos causados este ano vêm muitas vezes acompanhados das palavras “reincidente” ou “cadastrado”.

Na verdade, quer os estudos nacionais quer os estudos internacionais revelam sem margem para dúvidas que muitos destes criminosos já cometeram o mesmo tipo de crimes e estão em liberdade ou já cumpriram pena e voltaram a actuar (como ainda este ano aconteceu) revelando a ineficácia absoluta das penas a que foram condenados.

Têm sido também publicados diversos relatórios que apontam para perturbações mentais/sociais permanentes, evidenciando a fraca relação empática com as vidas e os bens que os fogos destroem ou poêm em risco.

Finalmente é preciso ainda compreender, se estamos perante problemas de reincidência, porque é que as penas do incendiários florestais continuam a ser bem mais baixas que outros tipos de crimes, mesmo em relação aos chamados incêndios urbanos?
Não fazia por isso sentido equiparar estás condutas ao crime de terrorismo?

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