Presidente da CPI revela que tribunal indeferiu queixa da mãe

O presidente da comissão parlamentar de inquérito das gémeas disse hoje que o Tribunal Administrativo de Lisboa revelou que "não se considera competente" para julgar a queixa da mãe das crianças referente ao uso da documentação da seguradora.

© Folha Nacional

“O tribunal responde que não se considera competente para julgar esta ação e a mesma foi indeferida”, disse Rui Paulo Sousa no início dos trabalhos da comissão.

O deputado do CHEGA afirmou que “este assunto diz respeito à Assembleia da República e para já está resolvido”.

Em agosto, a mãe das crianças tratadas no Hospital de Santa Maria, apresentou uma queixa no Tribunal Administrativo de Lisboa contra a Assembleia da República.

A queixa de Daniela Martins tinha como objetivo obrigar o parlamento a ignorar e apagar a documentação obtida pelo deputado do PSD António Rodrigues sobre o seguro de saúde no Brasil.

No início de setembro, Rui Paulo Sousa (CHEGA) disse que ia apresentar uma queixa, a título individual, contra o advogado da mãe das crianças e indicou que os deputados decidiram aceitar novos documentos sobre o seguro de saúde.

“Eu decidi, como deputado da comissão, a título individual, avançar com uma queixa contra o doutor Wilson Bicalho, referente à audição que ele teve nesta comissão e que já foi discutida amplamente, desde os comentários que fez [sobre] alguns deputados, como ao próprio parlamento e por não ter indicado inicialmente, antes de ter feito a declaração inicial, que não iria falar a seguir. Portanto, eu próprio vou avançar com essa queixa”, transmitiu na ocasião.

Hoje, após reunião de mesa e coordenadores, o deputado do CHEGA indicou que o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, deliberou “enviar um pedido à 14.ª Comissão de Transparência e aos Estatuto dos Deputados para que abra um inquérito para avaliar esses acontecimentos que ocorreram durante” a audição ao advogado de Daniela Martins.

“Neste momento o caso vai ficar nas mãos da 14.ª Comissão, que terá que deliberar nesse sentido, abrir um inquérito e chegar a alguma conclusão sobre isso, que depois possivelmente poderá ser votado em plenário e depois a decisão vai seguir para as vias competentes, caso assim entenda o plenário da Assembleia da República”, referiu.

Últimas de Política Nacional

O valor de referência do Rendimento Social de Inserção (RSI) vai aumentar 5,33 euros, segundo portaria hoje publicada.
Pontes, barragens e outras infraestruturas públicas críticas poderão vir a ser alvo de uma avaliação técnica urgente, caso seja aprovada uma proposta apresentada pelo CHEGA na Assembleia da República.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acusou hoje governantes de viciarem concursos para altos cargos na administração pública, afirmando que "a maior parte das pessoas que concorrem sabe que já está tudo decidido antes do concurso ser feito".
O apuramento dos votos da emigração em 107 consulados, referentes à segunda volta das eleições presidenciais, deu a vitória a André Ventura com 50,81%, segundo os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar uma alegada discrepância entre o custo da casa em Espinho do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e as faturas emitidas pelos empreiteiros, noticia o Expresso.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que prevê o fim da subvenção mensal vitalícia atribuída a antigos titulares de cargos políticos, através de um processo de redução progressiva do benefício ao longo de três anos, seguido da sua extinção definitiva.
O partido levou ao Parlamento uma proposta que limita a exibição de símbolos em edifícios públicos aos emblemas oficiais do Estado, afastando bandeiras ideológicas, LGBT ou associativas e reacendendo o debate sobre neutralidade, identidade e liberdade simbólica nos espaços públicos.
André Ventura, presidente do CHEGA, considera que o diploma do PSD sobre menores nas plataformas digitais é mais um passo na tentativa de controlar o pensamento e condicionar o futuro das próximas gerações.
A Transparência Internacional Portugal (TIP) contestou na quarta-feira as afirmações do Ministério da Justiça sobre avaliação das políticas anticorrupção em Portugal, e critica a ausência de uma nova Estratégia Nacional Anticorrupção (ENAC), que já deveria estar em execução.
Governo e os partidos chegaram hoje a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.