Policiamento de proximidade em destaque no primeiro congresso do maior sindicato da PSP

O policiamento de proximidade é um dos temas em destaque no congresso da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), uma iniciativa que um sindicato da Polícia de Segurança Pública organiza pela primeira vez.

© Facebook\ aspppsp

“As forças de segurança em democracia. Por uma polícia mais próxima do cidadão” é o tema do I congresso da ASPP, que se realiza sábado e domingo e reúne em Lisboa polícias de Portugal, Espanha, Países Baixos e Brasil e outros profissionais, como professores, juízes, magistrados, enfermeiros e médicos.

O presidente da ASPP, Paulo Santos, disse à Lusa que será um congresso “virado para o exterior” e terá como um dos temas em debate um assunto “muito atual, que é o policiamento de proximidade”, apesar de a iniciativa ter sido marcada no início do ano.

O policiamento de proximidade e a forma como a PSP intervém nos bairros sociais tem sido abordado na última semana devido aos distúrbios em vários locais da Área Metropolitana de Lisboa motivados pela morte de um homem por um agente da PSP na Cova da Moura, na Amadora.

“É necessário fazer uma discussão séria sobre o que se pretende para o país em termos de segurança interna”, afirmou o presidente do maior sindicato da PSP, lamentando que o policiamento de proximidade exista “apenas no papel”.

Segundo Paulo Santos, há mais de 30 anos que se fala em policiamento de proximidade, mas “não tem funcionado” por falta de investimento, meios, recursos e efetivo.

O presidente da ASPP defendeu que o policiamento de proximidade deve ser “um instrumento político” que não deve ficar na alçada de uma direção policial”, devendo ser alargado a outras áreas da sociedade, saúde, deporto, educação cultura.

Paulo Santos considerou que deve existir uma equipa multidisciplinar nos bairros e não deve ser só a polícia a entrar nestes locais e “a fazer o papel de mau do Estado”.

Intervenção e condição policial e direito à greve na PSP são outros temas que vão ser debatidos durante dois dias no primeiro congresso da ASPP.

Últimas do País

O Tribunal de Guimarães condenou hoje a penas efetivas entre os cinco anos e nove meses e os nove anos e oito meses, quatro arguidos que simularam ser inspetores da Polícia Judiciária (PJ) para assaltarem empresários da região Norte.
Um total de 47 jovens e crianças, deram entrada, na quinta-feira, nos centros de saúde de São Roque e da Madalena do Pico, nos Açores, por alegada intoxicação alimentar, mas nenhuma necessitou de internamento, adiantou hoje fonte hospitalar.
A Associação de Farmácias de Portugal (AFP) considerou hoje que os dados divulgados sobre a equidade no acesso ao medicamento expõem "fragilidades preocupantes" no acesso efetivo à saúde em Portugal e exigem uma resposta estrutural e urgente.
A Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País estima entre 35 mil e 40 mil as empresas com danos devido ao mau tempo na zona mais afetada, afirmou à agência Lusa o seu coordenador, Paulo Fernandes.
A Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal alertou hoje que o encerramento da urgência de obstetrícia e ginecologia do hospital do Barreiro representa um sério risco para a segurança das grávidas e recém-nascidos da península de Setúbal.
A GNR detetou um depósito ilegal de resíduos e veículos em fim de vida, com "suspeitas de contaminação de solos", na Praia da Vitória, na ilha Terceira, e identificou um homem de 70 anos, foi hoje divulgado.
Os setores da Agricultura e Pescas já declararam mais de 449 milhões de euros de prejuízos relacionados com estragos provocados pelo mau tempo, disse hoje fonte deste ministério.
Na Bajouca, longe de Leiria, pouco ou nada se sentiu a presença do Estado após a tempestade. Ali, foram a comunidade e uma equipa de voluntários a arregaçar as mangas, num trabalho de quatro semanas "por amor às pessoas".
As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos causaram quase metade das mortes em Portugal em 2024, ano em que morreram 119.046 pessoas, um aumento de 0,1% face a 2023, revelou hoje o INE.
O número de pedidos de apoio para reconstrução de casas devido ao mau tempo soma 20 mil num montante de 100 milhões de euros, disse o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País.