CHEGA É O PARTIDO COM MAIS PROPOSTAS PARA O ORÇAMENTO DO ESTADO

O prazo para a submissão de propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) terminou na passada sexta-feira, com o CHEGA a apresentar 620 - o maior número de propostas.

©️ Folha Naciona

“É um Orçamento de continuidade e não de mudança”, começou por afirmar o líder do CHEGA, em conferência de imprensa, na sala dos Passos Perdidos, no Parlamento.

“Este foi um Orçamento negociado entre o Partido Socialista e o PSD. É, desde os últimos anos, o primeiro Orçamento do bloco central. E isso nota-se, porque o Orçamento mantém, mais uma vez, toda a linha de estrutura do Partido Socialista dos últimos anos”, acusou André Ventura, anunciando que o seu partido apresentou propostas de alteração “com medidas mais ambiciosas”.

Para Ventura, as linhas gerais do OE2025 correspondem “absolutamente ao contrário do que a direita prometeu”, pois, o “PSD cedeu ao PS” e decidiu apostar “na continuidade das principais medidas em relação à dimensão política do Estado”.

“Este Orçamento mantém o Estado exatamente como o Partido Socialista o tinha. Nas suas múltiplas dimensões, no seu tamanho, nas suas funções, no seu gigantismo e é completamente contrário ao que prometemos a 10 de março deste ano levar a cabo. Na dimensão fiscal, houve uma promessa de reduzir impostos de forma substancial e o que conseguimos é uma carga fiscal praticamente semelhante àquela que existia pelo Governo do PS”, insistiu.

Todos os partidos entregaram as suas propostas no Parlamento, até às 20h30, da passada sexta-feira, o horário limite estabelecido de apresentação de propostas de alteração, estabelecendo um recorde de 2.100 propostas apresentadas no total.
O CHEGA foi o partido que submeteu o maior número de alterações, com um total de 620 propostas, reafirmando a sua “oposição a este Orçamento”. Com estas propostas, o partido não “só expressa o seu descontentamento com o documento”, como também apresenta “sugestões de alterações” que poderiam “transformar o Orçamento em algo mais benéfico para os portugueses”, segundo o líder do CHEGA.

Entre as propostas apresentadas pelo partido liderado por Ventura, destacam-se a atualização adicional das pensões em 1,5%; uma redução da taxa de IRC em 2 pontos percentuais, passando de 21% para 19%; e várias medidas de combate à corrupção.
Quanto ao IRS, o CHEGA irá propor a redução transversal do imposto geral, com principal enfoque até ao 6° escalão. No que toca ao IRS Jovem, o CHEGA defende a alteração da medida para o formato previsto inicialmente pelo Governo. O partido liderado por Ventura vai propor igualmente a redução da tributação sobre os combustíveis e sairá em defesa da criação de um plano de “equiparação do subsídio de missão da PJ a todas forças de Segurança”, assim como o reforço de verbas para o controlo fronteiriço e supervisão da Zona Económica Exclusiva. Por outro lado, quer o reforço de verbas para as unidades de fiscalização de prestações sociais, com “principal incidência” no Rendimento Social de Inserção.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura defendeu hoje uma “profunda auditoria” à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acusando o Governo de “desleixo” na resposta à depressão Kristin.
O parlamento decidiu por unanimidade hoje suspender os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) durante a próxima semana, devido à segunda volta das eleições presidenciais.
PSD e CDS reprovaram hoje uma resolução do CHEGA para que o Governo agisse no sentido de impor a toda a rede consular portuguesa "informação clara e atualizada" visando facilitar o voto nas eleições presidenciais.
O Governo decidiu pagar 4404 euros brutos mensais a cada um dos quatro consultores do grupo de trabalho para a reforma do Estado, num total de 17 616 euros por mês — salários acima dos cargos máximos da Administração Pública.
Para André Ventura, a resposta do Estado aos estragos causados pela tempestade Kristin falhou no tempo e na liderança, com decisões tardias e ausência no terreno quando as populações mais precisavam.
A tempestade 'Kristin' deixou vítimas mortais e voltou a expor falhas graves na resposta do Estado. No Parlamento, o líder parlamentar do CHEGA acusou o PS de ter uma “memória curta” e de nunca ter corrigido erros estruturais que continuam a custar vidas.
André Ventura arranca a campanha no terreno, em zonas fustigadas pelo mau tempo, prometendo proximidade às populações e um choque frontal com o discurso da estabilidade defendido pelo adversário.
O candidato presidencial André Ventura lamentou hoje as mortes na sequência da depressão Kristin e disse que espera poder visitar zonas do país afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
Mais de 3,9 milhões de pessoas assistiram ao debate entre os candidatos presidenciais André Ventura e António José Seguro, e foi o mais visto de todos os debates, de acordo com a análise da Universal McCann.
O Governo avançou para uma limpeza silenciosa nas administrações hospitalares, afastando equipas com bons resultados para colocar dirigentes com ligações ao PSD e ao CDS. Em menos de um ano, quase 80% das novas nomeações recaem em nomes próximos do poder político.