Conselho de Estado deve ser “órgão útil” e que interesse “à vida do país”

O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o Conselho de Estado deve ser um "órgão útil" e que trate assuntos que interessam aos portugueses, insistindo que o tema da segurança deve ser abordado proximamente.

© Folha Nacional

“A única coisa que eu sugeri, e sou conselheiro de Estado, é para isso que me pagam, é para isso que eu fui eleito, é tornar o Conselho de Estado um órgão útil e não um órgão em que estejam ali um conjunto de pessoas com mais de não sei quantos anos a dizer o que lhes passa pela cabeça que não interessa a ninguém e a não acrescentar nada à vida do país”, afirmou.

Em declarações aos jornalistas na freguesia de Marvila, em Lisboa, André Ventura disse querer tornar o Conselho de Estado num “órgão que interessa à vida do país”.

“É uma ajuda que eu estou a dar ao Presidente da República, é dizer ‘vamos dizer alguma coisa às pessoas, vamos fazer um Conselho de Estado que trate sobre a insegurança que eles estão a viver no dia a dia e vamos no fim dar uma mensagem do que é que podemos fazer ou o que é que sugerimos'”, defendeu.

Na altura, o presidente do CHEGA foi questionado também sobre a polémica em torno da secretaria-geral do Governo e a tutela ter sido delegada no ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

André Ventura considerou que o Governo sai deste processo “com uma imagem muito fragilizada” e disse esperar que o “Ministério Público não deixe de investigar este caso”.

O líder do CHEGA considerou que Hélder Rosalino – escolhido para secretário-geral mas que se mostrou indisponível após as críticas de vários partidos – iria “receber um salário que evidentemente era pornográfico e imoral”, de quase 16 mil euros.

Ventura indicou também que o partido vai propor no parlamento que “ninguém no Estado possa ganhar mais do que o Presidente da República”, aplicando-se a “todos os órgãos do Estado”.

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