Conselho de Estado deve ser “órgão útil” e que interesse “à vida do país”

O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o Conselho de Estado deve ser um "órgão útil" e que trate assuntos que interessam aos portugueses, insistindo que o tema da segurança deve ser abordado proximamente.

© Folha Nacional

“A única coisa que eu sugeri, e sou conselheiro de Estado, é para isso que me pagam, é para isso que eu fui eleito, é tornar o Conselho de Estado um órgão útil e não um órgão em que estejam ali um conjunto de pessoas com mais de não sei quantos anos a dizer o que lhes passa pela cabeça que não interessa a ninguém e a não acrescentar nada à vida do país”, afirmou.

Em declarações aos jornalistas na freguesia de Marvila, em Lisboa, André Ventura disse querer tornar o Conselho de Estado num “órgão que interessa à vida do país”.

“É uma ajuda que eu estou a dar ao Presidente da República, é dizer ‘vamos dizer alguma coisa às pessoas, vamos fazer um Conselho de Estado que trate sobre a insegurança que eles estão a viver no dia a dia e vamos no fim dar uma mensagem do que é que podemos fazer ou o que é que sugerimos'”, defendeu.

Na altura, o presidente do CHEGA foi questionado também sobre a polémica em torno da secretaria-geral do Governo e a tutela ter sido delegada no ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

André Ventura considerou que o Governo sai deste processo “com uma imagem muito fragilizada” e disse esperar que o “Ministério Público não deixe de investigar este caso”.

O líder do CHEGA considerou que Hélder Rosalino – escolhido para secretário-geral mas que se mostrou indisponível após as críticas de vários partidos – iria “receber um salário que evidentemente era pornográfico e imoral”, de quase 16 mil euros.

Ventura indicou também que o partido vai propor no parlamento que “ninguém no Estado possa ganhar mais do que o Presidente da República”, aplicando-se a “todos os órgãos do Estado”.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA contestou a maioria de direita a reconfirmar o decreto que prevê a perda da nacionalidade, apesar do chumbo do Tribunal Constitucional, defendendo que, em alternativa, deve ser realizado um referendo sobre esta matéria.
O CHEGA apresentou um projeto de lei na Assembleia da República para eliminar vários benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos, defendendo que não faz sentido existirem “privilégios” para estruturas partidárias enquanto os contribuintes enfrentam uma carga fiscal cada vez mais elevada.
Uma nova sondagem da Aximage revela que a maioria dos portugueses concorda com a proposta do CHEGA para baixar a idade da reforma. Segundo os dados divulgados, 69% dos inquiridos apoiam a medida defendida por André Ventura.
Luís Montenegro afirmou que a situação económica e financeira de Portugal está melhor do que a da Alemanha, declarações que estão já a gerar críticas e incredulidade nas redes sociais.
O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar os poderes das Polícias Municipais, permitindo clarificar legalmente a detenção de suspeitos em flagrante delito e a sua entrega imediata à PSP ou à GNR.
Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.