Diretor da PJ pede respeito pelo segredo de justiça e presunção de inocência

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) apelou, em Coimbra, perante uma plateia repleta de inspetores, ao respeito pelo segredo de justiça, para que seja salvaguardada a presunção de inocência.

© Facebook da PJ

“Temos de salvaguardar a integridade e a honra das pessoas”, afirmou Luís Neves ao discursar na tomada de posse do novo diretor do Centro da PJ, Avelino Lima, cerimónia que decorreu no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra.

O diretor da PJ defendeu que é necessário “o respeito pela lei, o respeito pelo segredo de justiça e o respeito pela presunção da inocência”, entendendo-os como princípios basilares da atividade daquela força de investigação.

“Ao defendermos o segredo de justiça e não permitirmos que cheguem cá fora determinados conhecimentos – informações que são segredo de justiça -, estamos a salvaguardar a presunção de inocência de todos os cidadãos”, disse, alertando que qualquer um pode um dia ser constituído arguido.

Luís Neves notou que foi possível duplicar o número de elementos na PJ desde que assumiu a direção daquela força, considerando que a entidade tem hoje gente suficiente para “recuperar os processos atrasados”. “Temos de virar definitivamente a questão dos atrasos e das demoras”, disse.

Em declarações aos jornalistas, o diretor nacional da PJ afirmou que com o aumento de meios humanos e periciais aumenta a responsabilidade, defendendo que o tempo de demora das investigações “tem de encurtar”.

Para o responsável, não se pode voltar “nunca mais” a ter na PJ “processos que se arrastam ano após ano”.

Últimas do País

A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.