Diretor da PJ pede respeito pelo segredo de justiça e presunção de inocência

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) apelou, em Coimbra, perante uma plateia repleta de inspetores, ao respeito pelo segredo de justiça, para que seja salvaguardada a presunção de inocência.

© Facebook da PJ

“Temos de salvaguardar a integridade e a honra das pessoas”, afirmou Luís Neves ao discursar na tomada de posse do novo diretor do Centro da PJ, Avelino Lima, cerimónia que decorreu no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra.

O diretor da PJ defendeu que é necessário “o respeito pela lei, o respeito pelo segredo de justiça e o respeito pela presunção da inocência”, entendendo-os como princípios basilares da atividade daquela força de investigação.

“Ao defendermos o segredo de justiça e não permitirmos que cheguem cá fora determinados conhecimentos – informações que são segredo de justiça -, estamos a salvaguardar a presunção de inocência de todos os cidadãos”, disse, alertando que qualquer um pode um dia ser constituído arguido.

Luís Neves notou que foi possível duplicar o número de elementos na PJ desde que assumiu a direção daquela força, considerando que a entidade tem hoje gente suficiente para “recuperar os processos atrasados”. “Temos de virar definitivamente a questão dos atrasos e das demoras”, disse.

Em declarações aos jornalistas, o diretor nacional da PJ afirmou que com o aumento de meios humanos e periciais aumenta a responsabilidade, defendendo que o tempo de demora das investigações “tem de encurtar”.

Para o responsável, não se pode voltar “nunca mais” a ter na PJ “processos que se arrastam ano após ano”.

Últimas do País

André Ventura diz que os portugueses “não se entusiasmaram” com a greve geral desta quarta-feira e acusa o Governo de avançar com uma “má reforma laboral”.
Um homem armado com uma pistola carregada e pronta a disparar foi detido pela PSP no interior do Almada Fórum, numa altura em que o centro comercial estava repleto de pessoas.
A PSP deteve em Espinho um homem de 35 anos associado a tráfico de droga e furtos em série, crimes que vinham a gerar forte sentimento de insegurança entre os moradores da cidade.
Uma jovem de 23 anos, considerada “incapaz de resistência”, acordou numa habitação em Lisboa, após uma saída à noite, ao aperceber-se de que estaria a ser abusada sexualmente por um dos convidados presentes no local.
O estupefaciente vinha de Espanha para Portugal. Os suspeitos foram intercetados em Elvas pela Polícia Judiciária (PJ).
Uma simples discussão terminou numa tentativa de homicídio, com tiros disparados em plena via pública junto a uma zona de diversão noturna no Montijo.
Uma intervenção policial em Vila Franca de Xira terminou com agentes da PSP agredidos, ameaçados e insultados por suspeitos envolvidos em desacatos violentos na via pública.
A escassos metros do hospital de Santarém, uma mulher de 73 anos perdeu a vida após uma longa espera por assistência médica, obrigando o filho a transportá-la no próprio carro.
Um homem de 85 anos foi rendido à pistola por uma dupla indostânica em pleno Guincho, ficando sem um Rolex de luxo avaliado em mais de 12 mil euros. A Polícia Judiciária suspeita que os assaltantes possam estar ligados a outros roubos violentos em Cascais.
Os hoteleiros estão com menos confiança para o verão deste ano, em relação ao de 2025, face à instabilidade geopolítica, antecipando uma ‘performance’ menos forte do mercado nacional.