CHEGA vai propor comissão de acompanhamento da reforma do SNS

O CHEGA vai propor a constituição de uma comissão de acompanhamento da reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS), defendendo que as medidas do anterior Governo "foram um desastre" e as do atual "não estão a ter resultados".

© Folha Nacional

“Nós vamos propor, e penso que isto é do interesse da própria maioria que suporta o Governo, uma comissão de acompanhamento da reestruturação do SNS”, anunciou o presidente do partido em declarações aos jornalistas na Assembleia da República na sequência da demissão do diretor da urgência do Hospital Amadora-Sintra.

André Ventura considerou que “as medidas que foram propostas pelo PS foram um desastre e as que foram propostas já por este Governo não estão a funcionar e não estão a ter os resultados que deviam ter”.

“Acho que é do interesse de todos os partidos garantir que não continuamos este ciclo de demissões e de empobrecimento nos serviços de saúde”, defendeu, afirmando que “o parlamento tem que fazer o seu trabalho”.

O líder do CHEGA quer que esta comissão eventual de acompanhamento do SNS aponte “ao Governo os erros que tem cometido na área da saúde”, defendendo que o executivo deve dar “um passo atrás nesta matéria”.

André Ventura considerou que “a reorganização e a reestruturação que o Governo levou a cabo está a falhar” e está “a deixar as pessoas sem serviços de saúde”.

O líder do CHEGA disse que o partido tem recebido denúncias que dão conta de que “os hospitais estão no seu limite e a funcionar no seu limite”, faltando “seringas, medicamentos, equipamentos, além de faltarem médicos e auxiliares”.

Ventura disse ainda que vai questionar o primeiro-ministro sobre o estado da saúde no debate quinzenal de quarta-feira.

Últimas de Política Nacional

O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.
De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.