CHEGA vai propor comissão de acompanhamento da reforma do SNS

O CHEGA vai propor a constituição de uma comissão de acompanhamento da reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS), defendendo que as medidas do anterior Governo "foram um desastre" e as do atual "não estão a ter resultados".

© Folha Nacional

“Nós vamos propor, e penso que isto é do interesse da própria maioria que suporta o Governo, uma comissão de acompanhamento da reestruturação do SNS”, anunciou o presidente do partido em declarações aos jornalistas na Assembleia da República na sequência da demissão do diretor da urgência do Hospital Amadora-Sintra.

André Ventura considerou que “as medidas que foram propostas pelo PS foram um desastre e as que foram propostas já por este Governo não estão a funcionar e não estão a ter os resultados que deviam ter”.

“Acho que é do interesse de todos os partidos garantir que não continuamos este ciclo de demissões e de empobrecimento nos serviços de saúde”, defendeu, afirmando que “o parlamento tem que fazer o seu trabalho”.

O líder do CHEGA quer que esta comissão eventual de acompanhamento do SNS aponte “ao Governo os erros que tem cometido na área da saúde”, defendendo que o executivo deve dar “um passo atrás nesta matéria”.

André Ventura considerou que “a reorganização e a reestruturação que o Governo levou a cabo está a falhar” e está “a deixar as pessoas sem serviços de saúde”.

O líder do CHEGA disse que o partido tem recebido denúncias que dão conta de que “os hospitais estão no seu limite e a funcionar no seu limite”, faltando “seringas, medicamentos, equipamentos, além de faltarem médicos e auxiliares”.

Ventura disse ainda que vai questionar o primeiro-ministro sobre o estado da saúde no debate quinzenal de quarta-feira.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura lamentou hoje as mortes na sequência da depressão Kristin e disse que espera poder visitar zonas do país afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
Mais de 3,9 milhões de pessoas assistiram ao debate entre os candidatos presidenciais André Ventura e António José Seguro, e foi o mais visto de todos os debates, de acordo com a análise da Universal McCann.
O Governo avançou para uma limpeza silenciosa nas administrações hospitalares, afastando equipas com bons resultados para colocar dirigentes com ligações ao PSD e ao CDS. Em menos de um ano, quase 80% das novas nomeações recaem em nomes próximos do poder político.
A campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais arranca oficialmente hoje, um dia após o debate entre António José Seguro e André Ventura, marcado pela discussão sobre saúde, legislação laboral, poderes presidenciais, regulação da imigração e política internacional.
O presidente da Comissão de Transparência, Rui Paulo Sousa, eleito pelo CHEGA, criticou hoje a deputada socialista Eva Cruzeiro por colocar em causa a isenção desta comissão, salientando que as audições obedecem sempre ao Regimento do parlamento.
A campanha oficial para a segunda volta das eleições presidenciais arranca na quarta-feira e decorre até ao dia 6 de fevereiro, com André Ventura e António José Seguro na corrida a Belém.
É hoje o único debate televisivo entre os dois candidatos à segunda volta das Eleições Presidenciais. Terá 75 minutos de duração e está marcado para as 20h30 (com transmissão na RTP, SIC e TVI).
Uma recolha de depoimentos nas galerias da Assembleia da República acabou em retenção policial e proibição de perguntas. A revista Sábado denuncia pressões e interferências após uma ordem direta do líder parlamentar do PSD.
Antigo presidente da Junta de Amiais de Baixo abandona militância e dispara contra a concelhia de Santarém.
Entre 2017 e 2022, o dinheiro da Junta de Freguesia serviu para pagar dívidas privadas e despesas pessoais. O Tribunal de Santarém considerou provado o desvio de verbas públicas e condenou o então secretário da autarquia por peculato e falsificação de documentos.