México ameaça processar Google por mudar nome de Golfo do México para “Golfo da América”

A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, ameaçou hoje processar a empresa Google, que detém 90% do mercado de pesquisa ‘online’, por ter mudado o nome do Golfo do México para “Golfo da América”, a pedido do Presidente norte-americano, Donald Trump.

© D.R.

“Temos efetivamente um litígio neste momento com a Google (…). E, se for necessário, interporemos uma ação judicial civil”, declarou Sheinbaum na sua conferência de imprensa matinal.

Física de formação, a Presidente nacionalista de esquerda apontou erros à forma como a filial do grupo Alphabet procedeu à mudança de nome, na sequência de uma ordem executiva recente do Presidente dos Estados Unidos.

Sheinbaum explicou que o pedido de Trump dizia respeito apenas à parte da plataforma continental sob soberania dos Estados Unidos, e não a todo o Golfo.

A chefe de Estado do México indicou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano enviou uma carta à Google para explicar o erro que cometeu, mostrando-lhe igualmente o que estipulam a ordem assinada por Trump e as normas de Direito Internacional sobre a matéria.

A empresa manteve, contudo, a sua posição, comentou Sheinbaum.

“Se continuarem a insistir, nós também o faremos (…), estamos até a considerar uma ação judicial”, referiu.

A Presidente mexicana salientou ainda que, apesar de se tratar de uma empresa privada, a Google se tornou uma referência internacional, pela cartografia que produz para todo o planeta.

“O que dizemos à Google é: ‘Releia a ordem executiva emitida pela Casa Branca e assinada pelo Presidente Trump. Verá nesse diploma que ele não se refere a todo o golfo, mas à plataforma continental”, acrescentou Sheinbaum.

Últimas do Mundo

Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.
Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa AliExpress em 550 milhões de euros por falhas na avaliação e redução do risco de venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico.
Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.