Macron reúne “principais países europeus” para discutir Segurança

O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai reunir "os principais países europeus" em Paris, na segunda-feira, para discutirem a "segurança europeia", confirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot.

© facebook de Emmanuel Macron

“O Presidente da República vai reunir amanhã [segunda-feira] os principais países europeus para debater a segurança europeia”, declarou Barrot à rádio France Inter, sem especificar os participantes nesta “reunião de trabalho”.

Este encontro terá lugar no dia seguinte à Conferência de Segurança de Munique (Alemanha), marcada por um discurso hostil do vice-presidente norte-americano, JD Vance, contra a União Europeia, que acusou de não respeitar a “liberdade de expressão”, e pela confirmação de que os americanos estavam a considerar negociações sobre a Ucrânia sem os europeus.

“Não temos lições a receber”, disse Barrot à France Inter, a propósito da liberdade de expressão, acrescentando: “Temos de nos livrar dos complexos de inferioridade”, “não nos deixaremos intimidar”.

“Não aceitaremos interferências de qualquer tipo”, enfatizou. Uma semana antes das eleições legislativas alemãs, considerou os comentários de JD Vance, criticando o cordão sanitário dos partidos políticos alemães tradicionais contra a direita radical AfD, como “obviamente inaceitáveis”.

“Protegeremos a nossa democracia e o nosso debate público, estes são os nossos bens mais preciosos, mesmo que sejam frágeis”, garantiu Barrot.

Sobre a Ucrânia, reiterou que “só os ucranianos podem decidir parar de lutar”. “Nós iremos apoiá-los até que tomem essa decisão”, afirmou.

Os ucranianos “nunca vão parar até terem a certeza de que a paz que lhes é oferecida será duradoura” e têm a garantia de segurança, acrescentou.

“Quem dará as garantias? Serão os europeus”, repetiu Barrot, sublinhando que “sim, os europeus estarão de uma forma ou de outra envolvidos nas discussões” para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Últimas de Política Internacional

O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.
Os eurodeputados do PS e do PSD votaram esta quinta-feira contra a rejeição do polémico 'Chat Control', permitindo que a proposta europeia continue o seu percurso legislativo. Em sentido contrário, os eurodeputados do CHEGA, integrados no grupo Patriots for Europe, votaram pela rejeição do diploma, defendendo que a medida representa uma ameaça à privacidade dos cidadãos.
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
O Sindicato de Trabalhadores da Imprensa na Venezuela (SNTP) e o Colégio de Jornalistas (CNP), entidade responsável pela atribuição da carteira profissional, denunciaram hoje a detenção de um jornalista que noticiou a existência de um buraco numa avenida.