MP abre inquérito ao caso da recusa de socorro do hospital de Évora

O Ministério Público (MP) abriu um inquérito para apurar o "eventual ilícito criminal" da recusa de socorro por parte do hospital de Évora a um homem que se sentiu mal perto da unidade hospitalar, foi hoje anunciado.

© D.R.

Numa resposta a questões colocadas pela agência Lusa através de correio eletrónico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) limitou-se a confirmar a instauração de inquérito “com o objetivo de se investigar eventual ilícito criminal”.

O inquérito corre termos no Departamento de Investimento e Ação Penal (DIAP) de Évora.

A Lusa questionou a PGR se estaria em causa um crime de omissão de auxílio, mas não obteve resposta a essa questão.

Também a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, já pediu à Inspeção-Geral das Atividade em Saúde (IGAS) uma avaliação do caso, revelou à Lusa uma fonte da tutela.

O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, pediu igualmente esclarecimentos, considerando que, a confirmar-se o caso, “é preocupante e não faz sentido nenhum que uma pessoa que se sinta mal perto do hospital não tenha assistência do hospital”.

Na manhã de terça-feira, noticiou a SIC, o hospital de Évora recusou o socorro a um homem que se sentiu mal e caiu a poucos metros da urgência.

Segundo o canal televisivo, as pessoas que passavam na rua pediram auxílio ao hospital, que estava a cerca de 20 metros de distância, mas foi-lhes respondido que teriam de ligar para o número de emergência 112.

A ambulância chegou ao local 20 minutos depois, fazendo o transporte do homem até à urgência hospitalar, situada do outro lado da rua.

De acordo com a SIC, o homem terá tido um princípio de acidente vascular cerebral (AVC).

A Lusa já questionou a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), que gere o hospital de Évora, sobre o caso, mas não obteve resposta.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.