Chega anuncia que votará contra eventual moção de confiança ao Governo

O presidente do CHEGA anunciou hoje que o partido votará contra uma eventual moção de confiança que seja apresentada pelo Governo, argumentando que o primeiro-ministro "não respondeu a nenhuma das questões fundamentais".

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, transmitidas pela RTP, o presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que, embora não tenha reunido com os órgãos do partido, é “consensual e incontornável o sentimento de que é impossível viabilizar a confiança de um primeiro-ministro com este grau de suspeição sobre si próprio”.

“Se o fizéssemos estaríamos a trair tudo aquilo em que acreditamos. Estaríamos a trair toda a história que defendemos e que levou, por exemplo, à queda do governo de Miguel Albuquerque na Madeira”, acrescentou André Ventura.

André Ventura disse também que Montenegro “não respondeu a nenhuma das questões fundamentais que o país, a oposição, os jornalistas, o escrutínio democrático exigiam que respondesse hoje”.

Ventura disse ainda que o primeiro-ministro Luís Montenegro tem “gosto pelo desastre” por querer “ocultar tudo aquilo” por que está a ser escrutinado e “achar que se pode cobrir tudo com um manto de futuras eleições ou de uma futura confiança”.

“Esta é uma crise provocada pela sua falta de transparência, pela sua falta de honestidade e ética e pela miserável tentativa final de manipular os portugueses apelando a sentimentos familiares e pessoais”, atirou.

O primeiro-ministro admitiu hoje avançar com uma moção de confiança ao Governo se os partidos da oposição não esclarecerem se consideram que o executivo “dispõe de condições para continuar a executar” seu o programa.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA reforçou na quinta-feira à noite o apelo ao voto no domingo alegando que "a mudança nunca esteve tão perto".
A campanha para as eleições presidenciais de domingo termina hoje com a maioria dos candidatos a concentrar as últimas ações na região de Lisboa, à exceção de Catarina Martins e João Cotrim Figueiredo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA afirmou hoje que o país “terá ordem” a partir de domingo e respondeu a quem considera que votar em si é “inútil”, como afirmou o almirante Gouveia e Melo.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que Luís Montenegro, ao entrar novamente na campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.
André Ventura lidera sem margem para dúvidas o espaço digital na corrida às presidenciais. Um estudo independente confirma que o candidato do CHEGA é o que alcança mais pessoas, gera mais interações e domina as redes sociais, destacando-se claramente dos restantes concorrentes num momento decisivo da campanha.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o primeiro-ministro é “o maior sem noção do país”, depois de Luís Montenegro ter rejeitado na segunda-feira a ideia de caos na saúde.
João Cotrim Figueiredo é acusado de assédio por uma ex-assessora, mas nega tudo. A denúncia foi feita nas redes sociais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o tratado entre a União Europeia e o Mercosul será “a última pedra na sepultura” da agricultura nacional, criticando Marcelo por não se ter posicionado junto ao Governo.
A mais recente tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal mostra o candidato do CHEGA como o nome mais apontado como favorito pelos portugueses para vencer as Presidenciais de 2026, com António José Seguro e Marques Mendes empatados atrás de Ventura.
André Ventura alertou para uma realidade que considera inaceitável na saúde pública portuguesa: falta de macas, doentes no chão e improviso nas urgências. Para o candidato presidencial, estes episódios mostram um SNS sem respostas para situações básicas.