Trump diz que há 4 interessados no TikTok e não exclui acordo em breve

O Presidente dos Estados Unidos afirmou que há quatro empresas interessadas no TikTok, plataforma que a justiça norte-americana está a obrigar a dissociar-se da empresa-mãe, com sede na China, como condição para operar no país.

© D.R.

“Estamos em contacto com quatro grupos diferentes, há muitas pessoas que querem [o TikTok] e depende de mim”, disse Donald Trump, no domingo, a bordo do avião presidencial Air Force One.

Questionado por um repórter se podia haver um acordo em breve, o líder norte-americano respondeu que sim e evitou dar mais informações sobre quais grupos estão interessados em adquirir os serviços da rede chinesa nos EUA, na sequência de especulações que apontavam para Elon Musk, fundador da marca de automóveis Tesla, e a Microsoft.

“Todos os quatro [grupos] são bons”, limitou-se a dizer.

Em 21 de janeiro, um dia depois de regressar à Casa Branca, Trump assinou uma extensão de 75 dias sobre a implementação de uma lei aprovada sob o comando do ex-presidente Joe Biden que proíbe o TikTok de operar nos EUA por razões de segurança nacional, a menos que se separe da empresa-mãe, a chinesa ByteDance.

No início de fevereiro, Trump assinou uma ordem executiva a dar instruções aos Departamentos do Tesouro e do Comércio para criarem um “fundo soberano” que poderia adquirir o TikTok.

A ByteDance lançou o Douyin, a aplicação chinesa original do TikTok, em 2016. Depois do êxito na China, criou, em 2017, uma versão global, o TikTok, que se tornou um fenómeno sem precedentes para uma aplicação chinesa, ultrapassando gigantes como as redes sociais Facebook e Instagram em velocidade de crescimento.

Últimas de Economia

As empresas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, o que representa um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.
Os juros da dívida pública a 20 anos subiram para 4,26%, o valor mais elevado desde 2017, numa altura em que a escalada da inflação e os receios de novas subidas das taxas de juro estão a castigar as obrigações soberanas.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou hoje para o crescimento de situações de fraude e burla associadas a supostos investimentos no mercado de capitais, através de contactos não solicitados e campanhas de publicidade enganosa 'online'.
A taxa de inflação anual na zona euro acelerou 1,3 pontos percentuais em agosto, face ao mesmo mês de 2025, para 3,3%, sobretudo devido aos preços da energia, com Portugal a registar 3,6%, acima da média.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 706,1 milhões de euros até julho, um aumento de 140,7 milhões de euros face ao mês anterior, de acordo com a síntese da execução orçamental hoje revelada.
A inflação na Alemanha acelerou para 2,9% em agosto, impulsionada pelo aumento dos preços da energia, reforçando as expectativas de uma subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) em setembro.
A estimativa rápida da inflação aponta para uma atualização das rendas até 2,56% no próximo ano, acima dos 2,24% aplicáveis em 2026. Quem paga atualmente 1.000 euros por mês poderá desembolsar mais 25,60 euros.
Taxa acelera novamente em agosto e fica três décimas acima do valor registado em julho, segundo a primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística.
A prestação da casa vai subir em setembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da DECO PROteste.