CHEGA questiona Governo sobre anomalias em barragem com avaria em Évora

O CHEGA questionou o Governo sobre as medidas adotadas para corrigir "as anomalias detetadas" na barragem do Monte Novo, em Évora, que tem uma avaria nas comportas, e alegou tratar-se de "falta de manutenção".

© Folha Nacional

Numa pergunta que deu entrada na Assembleia da República (AR) na passada sexta-feira, consultada hoje pela agência Lusa, o CHEGA coloca três perguntas dirigidas ao ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.

Numa delas, os cinco deputados do partido CHEGA que assinam o documento dizem pretender saber quais as medidas que “estão a ser implementadas para se corrigirem as anomalias detetadas na barragem [do Monte Novo], por falta de manutenção”.

Os parlamentares questionam também o que “está a ser feito ao nível da prevenção de uma possível catástrofe, causada por eventual inundação, para a proteção dos animais e das explorações pecuárias” e se “está previsto algum apoio indemnizatório” aos produtores pecuários dessa zona.

As comportas da barragem “estão avariadas, apresentando um problema mecânico que pode provocar inundações na região”, afirma o partido.

Segundo o CHEGA, “os cabos que permitem a abertura das comportas partiram-se por falta de manutenção e a estrutura encontra-se em alerta amarelo, por determinação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”.

Esta situação está a preocupar os agricultores, que já mudaram os seus animais para campos mais elevados”, pode ler-se.

Também no passado dia 13, em comunicado, a Comissão Política Concelhia de Évora do PSD revelou já ter questionado a APA sobre a avaria nas comportas da barragem do Monte Novo, para saber a que organismo compete garantir a manutenção e desde quando existem alertas para o problema.

O pedido de esclarecimentos à APA foi feito pelo presidente daquela estrutura partidária, Henrique Sim-Sim, que também é vereador social-democrata na Câmara de Évora, que assinalou a existência, “no passado, de queixas sobre o mau funcionamento dos descarregadores” da barragem.

O presidente da Câmara de Évora também já lamentou, em declarações à Lusa, que os problemas mecânicos nas comportas da barragem já fossem conhecidos “há cerca de um ano, pelo menos”, sem que tenham sido resolvidos, atribuindo à APA a competência para “fazer esta intervenção”.

Em esclarecimentos enviados à Lusa, na semana passada, por correio eletrónico, a APA confirmou que a barragem tem o seu “funcionamento hidráulico limitado” e indicou que o problema está relacionado com uma “avaria no sistema mecânico de regulação do descarregador de cheias”.

De acordo com a APA, prevê-se a realização das reparações “logo que estejam restabelecidas as condições meteorológicas para o efeito”.

A chuva que tem caído ultimamente levou o Monte Novo a atingir a cota máxima, mas um problema mecânico está a impedir a abertura das comportas, informou o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Évora, na terça-feira da semana passada.

No mesmo dia, este serviço lançou um alerta para a subida do caudal do rio Degebe, a jusante da barragem, provocada pela avaria, pedindo a proprietários e moradores para estarem atentos e acautelarem a deslocação de animais para uma cota mais alta.

Também a Estrada Municipal 534, que faz a ligação da Estrada Nacional 256 às localidades de São Vicente de Valongo e a Nossa Senhora de Machede, no concelho de Évora, está cortada ao trânsito no troço que passa sobre o paredão da barragem.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA lamentou hoje que a diplomacia tenha falhado no conflito que opõe Estados Unidos da América e Israel ao Irão, mas considerou que o regime iraniano teve "uma certa culpa" e espera uma mudança no país.
O presidente do CHEGA, André Ventura, propôs hoje a criação de uma comissão no parlamento dedicada à reforma do Estado presidida pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, e rejeitou que o social-democrata seja uma ameaça ao seu partido.
Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.
O parlamento chumbou hoje, com votos contra de PSD, CDS e IL, e abstenção do PS, iniciativas do CHEGA que pretendia rever o complemento de pensão de militares e polícias, face a discrepâncias na atribuição das reformas.
No frente-a-frente com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, André Ventura questionou diretamente a capacidade de execução do Governo e pediu garantias concretas sobre falhas nas comunicações, nos apoios e na resposta às crises.
Portugal deve recusar, para já, o novo acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia. A posição é defendida pelo CHEGA, que apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar que o Governo vote contra o texto atual e exija alterações profundas antes da sua aprovação.
André Ventura apontou responsabilidades ao PCP pelo apoio ao Governo do PS em 2017 e acusou a esquerda de incoerência. O líder do CHEGA garantiu que o partido continuará a defender aumentos salariais e valorização profissional.
Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.
Portugal deve pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) o afastamento da relatora especial para os Territórios Palestinianos Ocupados. Esta é a recomendação apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa sobre o tema.
André Ventura acusou o Governo de falhar às populações afetadas pelas tempestades e exigiu isenção imediata de IMI, rapidez nos apoios e um pedido público de desculpas. “Persistir no erro é que não fica bem”, atirou.