Insultos são a normalidade para o líder da Iniciativa Liberal

A Iniciativa Liberal (IL) e o seu líder, Rui Rocha, têm-se posicionado como defensores do respeito e da liberdade de expressão, no entanto, o partido tem estado frequentemente envolvido em polémicas relacionadas com insultos.

© Folha Nacional

Um exemplo disso ocorreu em 2022, quando Jorge Pires, membro do grupo de coordenação do Núcleo Territorial da IL de Cascais, se referiu a António Costa como “monhé”.

“O monhé ficou bravo, deve ter sido pelos negócios do marido da amiga e pelo estado em que tem o país dele, que é um espetáculo, e achou por bem ir buscar espantalhos ingleses. Nunca mudes, que há ainda muito otário disponível para votar em ti”, escreveu Jorge Pires na rede social X (antigo Twitter).

Este tipo de comportamento parece ser recorrente dentro da IL, uma vez que, no Instagram, o partido respondeu ao comentário de um seguidor que se dizia desiludido com o partido com: “woke é a tua prima”.

Talvez se tenham inspirado no seu líder, Rui Rocha, conhecido pelos seus tweets insultuosos dirigidos a várias figuras da política. Um exemplo disso é a publicação que fez em 2021: “Petição para levar Eduardo Cabrita ao Panteão em vida” — uma referência polémica, dado que o Panteão Nacional é o local onde estão sepultadas figuras ilustres da história do país.

Palavras como “merd*”, “filhos da put*” e “palerma” são apenas alguns dos insultos que se encontram facilmente numa pesquisa pelo perfil de Rui Rocha na rede social X.

A contradição entre a defesa pelo respeito e os frequentes episódios de desrespeito levanta questões sobre a coerência da IL no debate político.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA acusa comunistas de hipocrisia política e diz que foi durante a geringonça que os portugueses sofreram “uma brutal perda de poder de compra”.
O socialista Miguel Coelho suspendeu hoje o mandato de deputado à Assembleia Municipal de Lisboa, na sequência de investigações sobre adjudicações, inclusive na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
Líder do CHEGA fala em “governação de improviso”, acusa Executivo de esconder falhas no SIRESP e diz que famílias continuam abandonadas meses após os estragos provocados pelas tempestades.
O presidente do CHEGA disse que vai tentar, na especialidade, "corrigir o que está mal" na reforma do Tribunal de Contas, mas espera que a lei não seja aprovada em votação final global e não entre em vigor.
O índice de coincidência parlamentar revela que sociais-democratas votam mais vezes da mesma forma que o PS do que o CHEGA coincide com a votação dos socialistas na Assembleia da República.
O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.