Primeiro-Ministro tentou que tribunal ordenasse retirada de cartazes do CHEGA sem ouvir o Partido

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, intentou, no passado dia 14, uma providência cautelar em tribunal para retirar os cartazes do CHEGA associados à corrupção, nos quais surge ao lado de José Sócrates.

© Folha Nacional

A providência cautelar foi apresentada no Tribunal Cível de Lisboa, tendo a juíza recusado que a ação fosse decidida sem o contraditório, ou seja, sem o direito do CHEGA a pronunciar-se.

O presidente do CHEGA, André Ventura, recusa retirar os cartazes, acusando ainda o primeiro-ministro de lidar mal com a democracia.

“Este PSD e este primeiro-ministro têm sido um dos maiores símbolos, tal como José Sócrates, da podridão do Sistema e, por isso, não, nós não vamos retirar os nossos cartazes, que evidenciam isso mesmo: que o Sistema está podre e está corrupto”, declarou.

André Ventura questionou ainda: “Eu não sei o que é que a justiça vai determinar. Nós, como sempre, estamos à disposição e responderemos no tempo e no prazo que tivermos de responder, mas não deixo de notar que isto é grave. Quer dizer, qual é o próximo passo? Pedir-nos para retirar ‘posts’ do Facebook e do Instagram? Querer controlar as nossas páginas das redes sociais? Querer decidir o que é que temos nos folhetos de propaganda do partido?”

Últimas de Política Nacional

Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.
A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.
O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”
Líder do CHEGA acusa o primeiro-ministro de falta de empatia perante os incêndios, a crise da água em Almada e o aumento do custo de vida. André Ventura garante ainda que o partido não se deixará intimidar pelas alegadas ameaças do ministro da Administração Interna.
O presidente do CHEGA disse que o partido vai insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e defendeu que o ministro da Educação deve assumir responsabilidades, sem pedir a demissão.
Proposta do CHEGA para acabar com as subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos foi chumbada no Parlamento. PSD e PS votaram lado a lado para travar o diploma e manter o atual regime.
O líder do CHEGA anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.