SONDAGEM: CHEGA ULTRAPASSA OS 20%

A partir da nova sondagem é possível tirar duas conclusões: o CHEGA está acima dos 20% nas intenções de voto e os portugueses concordam com André Ventura quando diz que Montenegro “não se deve recandidatar.”

©️ Folha Nacional

“MONTENEGRO NÃO SE DEVE RECANDIDATAR”. MAIORIA CONCORDA

De acordo com a sondagem mais recente da Aximage, realizada para o Folha Nacional, se as eleições legislativas se realizassem agora, o CHEGA alcançaria 20,2% das intenções de voto, ultrapassando assim os 18,07% obtidos nas eleições de março de 2024. O CHEGA, que mantém o terceiro lugar, volta a subir nas sondagens, superando a fasquia dos 20%.

Em primeiro lugar está o Partido Socialista (PS), com 31%, e em segundo lugar a Aliança Democrática (AD), com 28%.

Para o presidente do CHEGA, esta sondagem representa já uma “grande vitória” para o partido e um sinal claro de que é necessário continuar a trabalhar para ultrapassar o PS e tornar-se o partido mais votado nas legislativas de maio. André Ventura assumiu que o partido tem como objetivo a vitória nas próximas legislativas. “Qualquer outro resultado, que não seja vencer estas eleições, será, para mim, um resultado menos bom”, afirmou Ventura. Nos lugares seguintes ao CHEGA surgem a Iniciativa Liberal (IL), com 6,9%, e a CDU, com 3,6%. Seguem-se oBloco de Esquerda (BE), com  2,8%, o Livre, com 2,2%, e o PAN, que encerra a lista com 1,5%.

Feitas as contas, restam 3,8% dos votos para outros partidos e para eleitores que não revelaram a sua in-tenção de voto, os chamados O.B.N..

A sondagem indica ainda que a maioria dos portugueses concorda com as declarações do líder do CHEGA sobre a recandidatura de Luís Montenegro a primeiro-ministro. Está em causa a afirmação de André Ventura, segundo a qual “o melhor serviço” que Montenegro poderia prestar “ao país e à integridade da democracia era não se candidatar” nas próximas eleições legislativas. À pergunta sobre a avaliação dessas declarações, cerca de 15% dos inquiridos respondeu que concorda totalmente e 32% que concorda. No total, aproximadamente 47% dos portugueses concordam com Ventura, contra os 40% que dizem discordar. Os restantes 11% correspondem a inquiridos que não sabem ou não responderam (NS/NR).

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA lamentou hoje que a diplomacia tenha falhado no conflito que opõe Estados Unidos da América e Israel ao Irão, mas considerou que o regime iraniano teve "uma certa culpa" e espera uma mudança no país.
O presidente do CHEGA, André Ventura, propôs hoje a criação de uma comissão no parlamento dedicada à reforma do Estado presidida pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, e rejeitou que o social-democrata seja uma ameaça ao seu partido.
Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.
O parlamento chumbou hoje, com votos contra de PSD, CDS e IL, e abstenção do PS, iniciativas do CHEGA que pretendia rever o complemento de pensão de militares e polícias, face a discrepâncias na atribuição das reformas.
No frente-a-frente com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, André Ventura questionou diretamente a capacidade de execução do Governo e pediu garantias concretas sobre falhas nas comunicações, nos apoios e na resposta às crises.
Portugal deve recusar, para já, o novo acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia. A posição é defendida pelo CHEGA, que apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar que o Governo vote contra o texto atual e exija alterações profundas antes da sua aprovação.
André Ventura apontou responsabilidades ao PCP pelo apoio ao Governo do PS em 2017 e acusou a esquerda de incoerência. O líder do CHEGA garantiu que o partido continuará a defender aumentos salariais e valorização profissional.
Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.
Portugal deve pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) o afastamento da relatora especial para os Territórios Palestinianos Ocupados. Esta é a recomendação apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa sobre o tema.
André Ventura acusou o Governo de falhar às populações afetadas pelas tempestades e exigiu isenção imediata de IMI, rapidez nos apoios e um pedido público de desculpas. “Persistir no erro é que não fica bem”, atirou.