Sábado é o pior dos quatro dias de ponte com nove urgências fechadas

Nove urgências vão estar fechadas no sábado, o pior dos quatro dias da ponte do Primeiro de Maio, incluindo as três urgências de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal, obrigando as grávidas a atravessar a ponte para Lisboa.

© D.R.

De acordo com informação do Portal do Serviço Nacional de Saúde, está previsto o encerramento de três urgências no Dia do Trabalhador, número que sobe para quatro na sexta-feira e atinge um pico de nove no sábado, antes de descer para oito no domingo.

Numa altura em que muitos portugueses aproveitam para fazer ponte, o acesso aos serviços de urgência de Ginecologia e Obstetrícia e de Pediatria vão estar condicionados, principalmente no fim de semana e na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Segundo as escalas de urgência do SNS, atualizadas pelos hospitais, está previsto o fecho na quinta-feira, de três serviços de urgência de Ginecologia e Obstetrícia, nomeadamente no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, e no Hospital Vila Franca de Xira.

Na sexta-feira, estarão fechadas as urgências destas especialidades no Hospital Garcia de Orta, em Almada, no Hospital Amadora-Sintra e no Hospital Distrital de Santarém.

O Hospital São Bernardo, em Setúbal, receberá apenas casos encaminhados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

De acordo com a informação do Portal do SNS, consultada pela agência Lusa às 12:00 de hoje, a previsão aponta para que sábado seja o dia mais complicado, com sete urgências de Ginecologia e Obstetrícia fechadas e duas de pediatria.

Na Península de Setúbal, vão estar encerrados os três serviços de urgência de Obstetrícia e Ginecologia da Península de Setúbal, assegurados pelos hospitais Garcia de Orta, Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, e São Bernardo, em Setúbal.

O presidente da Comissão de Saúde Materna, da Criança e do Adolescente, Alberto Caldas Afonso, alertou recentemente que a Península de Setúbal poderá precisar de medidas complementares para evitar que grávidas e recém-nascidos tenham de atravessar a ponte para Lisboa.

“Não podemos ter na Península de Setúbal três Unidades Locais de Saúde com serviços de obstetrícia que na maior parte do tempo estão fechados”, disse à Lusa na sexta-feira.

A estas três urgências encerradas juntam-se, no sábado, as dos hospitais Amadora-Sintra, Vila Franca de Xira, Doutor Manoel Constâncio, em Abrantes, e Distrital das Caldas da Rainha.

No domingo, reabrem as urgências de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Distrital das Caldas da Rainha, mantendo-se encerradas as restantes quatro.

Durante o fim de semana, vão estar fechadas as urgências de pediatria do Hospital Vila Franca de Xira e do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

A urgência pediátrica do Hospital Amadora-Sintra vai estar referenciada nos quatro dias, entre as 00:00 e as 08:00 e entre as 20:00 e a meia-noite, recebendo apenas casos de urgência internos ou referenciados pelo INEM ou pela linha SNS 24.

As escalas disponibilizadas no portal do SNS indicam ainda que cerca de 130 serviços de urgência estarão abertos em todo o país durante o fim de semana, a que se juntam cerca de 30 de ginecologia e obstetrícia que estarão a funcionar, mas no âmbito do projeto-piloto, que implica um contacto prévio das utentes com a linha SNS 24.

Os constrangimentos dos serviços de urgência devem-se, sobretudo, à falta de médicos especialistas para assegurarem as escalas, uma situação que é mais frequente em períodos de férias, como o verão e final de ano, e fins de semana prolongados.

As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contactem a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.

Últimas do País

Em Portugal, 322 mil crianças encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, segundo dados divulgados pela coordenadora nacional da Garantia para a Infância.
Quatro jovens foram condenados no Tribunal Judicial de Leiria a penas de prisão suspensas por roubo e abuso de cartão de pagamento, de que foi vítima um idoso de 73 anos.
Mais de um em cada três estudantes de medicina ouvidos num estudo ponderam emigrar e só uma melhoria nas atuais condições laborais e salariais, sobretudo no Serviço Nacional de Saúde (SNS), pode fazê-los mudar de ideias.
André Escoval, porta-voz nacional do movimento Porta a Porta – Casa para Todos, é um dos principais rostos das manifestações contra a especulação imobiliária e os elevados preços da habitação. Contudo, tem um passado como dirigente do PCP, trabalha numa sociedade de advogados que presta assessoria a investidores imobiliários e, segundo a imprensa, mudou-se para uma zona nobre da capital.
Vários condutores apanhados com álcool confessaram no Tribunal de Leiria que deram falsamente como extraviadas as cartas de condução, seguindo instruções de um advogado arguido que faltou à audiência.
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, com os votos da maioria de direita, uma proposta do CHEGA que condena os atos de vandalismo contra a estátua de D. Pedro IV, no Rossio, durante as recentes manifestações pela habitação. O partido exige a identificação e responsabilização dos autores, bem como a reparação dos danos causados ao património histórico da capital.
O Sindicato Nacional da Guarda Prisional denuncia a alegada utilização indevida de veículos e de um cartão de combustível pelo responsável da maior prisão do país. Os Serviços Prisionais confirmam que o diretor pediu transporte de casa para o trabalho.
Um homem de 58 anos foi detido pela PSP após ameaçar de morte a mulher e agredir um agente policial. O suspeito tinha um historial de mais de dez ocorrências por violência doméstica contra a esposa e a filha.
Um homem de 27 anos foi colocado em prisão preventiva por suspeita de furtos de veículos e em residências, anunciou a GNR. O suspeito já tinha antecedentes por crimes semelhantes.
As viagens turísticas dos residentes em Portugal diminuíram 1,5% em termos homólogos no segundo trimestre, para 5,9 milhões, recuando pela primeira vez em dois anos devido ao decréscimo das viagens em território nacional, divulgou hoje o INE.