Ventura acusa Governo de eleitoralismo e classifica notificações a estrangeiros como “piada de mau gosto”

O líder do CHEGA acusou hoje o Governo de eleitoralismo e classificou as notificações para mais de quatro mil estrangeiros abandonarem o país como "piada de mau gosto", defendendo que apenas o seu partido quer controlar efetivamente a imigração.

© Folha Nacional

“As pessoas não se deixam enganar por eleitoralismo. O CHEGA esteve um ano sozinho, praticamente, no parlamento, a dizer que é preciso controlar a imigração, que estávamos a atingir números impossíveis de sustentar para o país”, afirmou o líder do CHEGA em declarações aos jornalistas na feira agropecuária Ovibeja, que está a decorrer em Beja.

André Ventura disse que “o PSD não aceitou isso” e inviabilizou propostas do CHEGA como a introdução de quotas à entrada de imigrantes ou a realização de um referendo.

“Vir falar disto é uma piada de mau gosto, é eleitoralismo de mau gosto, mas sobretudo é gozar com um tema sério. E eu acho que as pessoas já não se deixam enganar e no dia 18 saberão que só houve um partido e um líder que quiseram efetivamente controlar a imigração e que se comprometem a fazer um controlo, não contra os imigrantes, mas um controle de uma imigração regulada, que permita ajudar o país, mas sem destruir o país. E sabem que esse político sou eu, não é Luís Montenegro”, defendeu.

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, confirmou hoje que a Agência para a Integração Migrações e Asilo (AIMA) vai começar a notificar 4.574 cidadãos estrangeiros, na próxima semana, para abandonarem o país voluntariamente em 20 dias.

Últimas de Política Nacional

O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
O líder do CHEGA acusou o Governo de ignorar o impacto real do aumento do custo de vida, questionando a ausência de medidas concretas para aliviar os preços dos combustíveis, da alimentação e a carga fiscal sobre as famílias.
Um mês depois de uma polémica envolvendo alegado favorecimento, o Secretário de Estado da Gestão da Saúde foi exonerado a seu pedido, sendo substituído de imediato por um gestor com longa carreira financeira.
A passagem de Silvério Regalado pela Câmara Municipal de Vagos está a gerar crescente contestação no concelho, depois de terem vindo a público os números das contas municipais.
O presidente do CHEGA revelou este sábado que o partido e o Governo PSD/CDS-PP têm reuniões marcadas, para a próxima semana, para discutir o fim do visto prévio do Tribunal de Contas em contratos até aos 10 milhões de euros.
O líder do CHEGA disse estar disponível para chegar a um consenso com o Governo PSD/CDS-PP na revisão laboral, mediante algumas condições, mas, para isso, o executivo tem de querer e parar “de se vitimizar”.
PSD e CDS votam contra redução da carga fiscal sobre os combustíveis. Proposta do CHEGA é rejeitada e preços mantêm-se sob pressão para as famílias.
O presidente do CHEGA, André Ventura, disse hoje que aceitou debatedor, na segunda-feira, com o historiador José Pacheco Pereira, que no domingo tinha desafiado o político de direita radical a esgrimir argumentos com base em "factos e documentos".
O presidente do CHEGA apresentou hoje cinco condições para viabilizar a proposta de revisão da legislação laboral do Governo, pedindo que a negociação avance em breve para não se desperdiçar a maioria à direita no parlamento.