Estrutura de missão da AIMA teve saldo de 62 milhões de euros com processos pendentes

A estrutura de missão da Agência para a Integração, Migração e Asilo (AIMA), criada para regularizar processos em atraso, termina no final do ano com um saldo positivo de 62 milhões de euros.

LUÍS FORRA/LUSA

Segundo os dados provisórios apresentados hoje no Centro Hindu, em Lisboa, a receita gerada pela estrutura de missão da AIMA teve uma receita de 101 milhões de euros e custos de operações que rondam os 39 milhões de euros.

Entre custos e receitas, o saldo é de 62 milhões de euros, sendo que as contas ainda não incluem a receita e custos dos processos de reagrupamento familiar.

Inicialmente com mais de um milhão de processos pendentes, os dados indicam que foram decididos 93% dos processos relacionados com manifestação de interesse, 72% relacionados com autorizações de residência da CPLP, 52% de regime transitório e 10% dos processos relacionados com a renovação de autorização de residência.

Durante a apresentação dos números, o ministro da Presidência considerou que o número de processos pendentes há mais de um ano se traduzia em indignidade e em “pessoas com as vidas paradas”.

“Ao pôr ordem nestes processos e resolvermos estes atrasos estamos a fechar a porta aos bandidos. É assim, é a aplicar as leis. Não é a gritar e a mandar as pessoas embora que se repõe a ordem e se acaba com os comportamentos de bandidos”, acrescentou António Leitão Amaro.

No total, foram decididos quase 387 mil processos pendentes e, destes, foram indeferidos mais de 59 mil. Sobre os indeferimentos, o ministro da Presidência explicou que “uma parte significativa, pelo menos, entrou e estava em condições ilegais que as leis do tempo já não permitiam”.

No final do ano, o trabalho desenvolvido por esta estrutura de missão passa para a esfera da AIMA e, segundo o coordenador geral da estrutura de missão, Luís Goes Pinheiro, esta será uma “transição suave sem redução imediata da capacidade da AIMA”.

A Estrutura de Missão para a Recuperação de Processos Pendentes estava prevista no Plano de Ação para as Migrações, foi criada em julho de 2024 e tinha um prazo de validade de um ano. No entanto, em maio deste ano, o Governo decidiu prolongar este trabalho até ao final de 2025.

As novas regras para os imigrantes em Portugal entraram em vigor em junho de 2024 e uma das 41 medidas do Plano de Ação para as Migrações implicava o fim das manifestações de interesse, mas cerca de 440 mil pedidos estavam ainda pendentes, tendo sido criada uma estrutura de missão para resolver pendências.

Últimas do País

Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.