O chefe da segurança de Hong Kong, Chris Tang, informou que “todos os restos mortais e corpos encontrados no local foram identificados” e que não existem pessoas dadas como desaparecidas.
A polícia informou em comunicado que os trabalhos de identificação e os exames forenses foram oficialmente concluídos.
O balanço anterior apontava para 161 mortos, tendo sido entretanto revisto em alta para 168, com a finalização das análises laboratoriais.
Entre as vítimas contam-se 110 mulheres e 58 homens, com idades compreendidas entre os seis meses e os 98 anos.
O incêndio é considerado o mais mortífero em edifícios residenciais em todo o mundo desde 1980.
As chamas consumiram rapidamente sete das oito torres do complexo, que se encontrava em obras de remodelação e estava coberto por redes de proteção de qualidade inferior, um fator que poderá ter contribuído para a rápida propagação do fogo.
Chris Tang afirmou que os nomes das vítimas não serão divulgados nesta fase, por respeito às famílias enlutadas.
As autoridades criaram uma comissão independente, presidida por um juiz, para investigar as causas e eventuais responsabilidades pelo incêndio.
A polícia indicou que a investigação criminal continua em curso e que será apresentado um relatório aos tribunais.
Na quarta-feira, o chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, revelou que 16 pessoas foram detidas por suspeita de homicídio voluntário no âmbito do caso.
Outras seis pessoas foram detidas por suspeita de fraude, segundo o mesmo responsável.
Lee acrescentou ainda que a Comissão Independente Contra a Corrupção (ICAC) deteve 14 pessoas por suspeitas de corrupção relacionadas com o incêndio e com o processo de obras no complexo residencial.