Total do crédito a particulares sobe 9% para 144,8 mil milhões no final de 2025

O montante total de empréstimos concedidos pelos bancos a particulares ('stock') era de 144,8 mil milhões de euros em 2025, mais 9% face ao final de 2024, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

© D.R.

Entre final de 2024 e final de 2025 o ‘stock’ de crédito a particulares aumentou 12 mil milhões de euros (ou seja, 9% em termos relativos).

Dentro do total, a maior parte é o montante de empréstimos para habitação, que era de 111,0 mil milhões de euros em final do ano passado, mais 9,7 mil milhões de euros ou 9,6% em termos relativos do que em dezembro de 2024.

Os empréstimos ao consumo atingiram 21,2 mil milhões de euros em final de 2025, mais 9,6% face a fim de 2024.

O Banco de Portugal (BdP) divulga ainda para estes ‘stocks’ a taxa de variação anual, que é diferente da taxa de variação homóloga e é calculada com base no montante das transações (concessão e amortização/reembolso de empréstimos e depósitos) retirando outros efeitos como cambiais.

No montante total de empréstimos concedidos pelos bancos a particulares, a taxa de variação anual foi de 9,6%, no “maior crescimento em final de ano observado desde 2007”.

Nos empréstimos a particulares para habitação, a taxa de variação anual foi de 10,2%, sendo esta “a maior subida em final de ano observada desde 2005”.

Já os empréstimos ao consumo subiram 7,3% em 2025.

Quanto às empresas, o montante total concedido era de 74,2 mil milhões de euros no final de 2025, mais 2,0 mil milhões de euros do que no final de 2024. Neste caso, a taxa de variação anual foi de 3,6%, sendo, segundo o BdP, o maior crescimento em final de ano observado desde 2021.

Últimas de Economia

Metade dos consumidores portugueses apontou o aumento do custo de vida como principal motivo para dívidas, segundo um estudo da Intrum, que apontou ainda o uso do cartão de crédito nos últimos seis meses para pagar contas ou despesas.
A associação de consumidores Deco defende que as famílias adotem uma abordagem de gestão financeira mais estratégica e, assim, estarem melhor preparadas para enfrentar períodos de incerteza económica como o que se vive.
Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.