O ano de 2026 começou, de certa forma, com uma grande surpresa, positiva ou negativa, dependendo do ponto de vista ideológico de cada um, com uma notícia diretamente da República Bolivariana da Venezuela. O agora ex-Presidente/Ditador do país, Nicolas Maduro, sucessor de longa data do socialismo de Hugo Chávez, foi capturado pelas forças dos EUA numa operação militar especial realizada em Caracas, na madrugada do passado dia 03 de janeiro. Nos dias seguintes fomos confrontados, quer nos órgãos da comunicação social, quer através das redes digitais, com a narrativa de que Donald Trump pretende controlar a Venezuela para garantir os seus interesses e, posteriormente, aumentar a sua esfera de influência.
Os maiores críticos desta intervenção direta na Venezuela, que recorrem à questão do “direito internacional e a soberania política dos países” como uma forma de ataque, foram, sem grande reflexão, as instituições dos “demo-liberais” e da esquerda a nível nacional e europeu, o que demonstra sinal de uma tremenda hipocrisia por parte dos próprios. Vale referir que não nego que os EUA tenham seus interesses na sua esfera de influência, tanto que o próprio Presidente Donald Trump mencionou por exemplo, a Doutrina Monroe, mais tarde num discurso naquele mesmo dia.
Perante este pequeno contexto inicial, vamos abordar alguns factos:
Primeiro Ponto: Todas as grandes potências militares do mundo atual têm, claramente, suas ambições, desejos e objetivos.
Os Estados Unidos da América, por sua vez, estão à procura de manter/aumentar a sua influência, tanto a nível político, económico e estratégico, como o caso da Gronelândia, uma região bastante abordada em 2025, com imenso valor estratégico, sobretudo pela Aliança do Atlântico Norte, para impedir a circulação de navios/submarinos russos nas águas do oceano ártico, bem como dos recursos situados debaixo do gelo do polo norte.
A Federação Russa, governada desde 2000 por Vladimir Putin, com o seu desejo de enfraquecer o eixo NATO-UE, quer garantir a sua influência política pelo mundo, seja através de meios militares, como na Geórgia em 2008 e agora na Ucrânia desde 2022, ou por apoio financeiro a países que podem ser vistos pela Rússia como grandes parceiros de recursos valiosos para fins militares, um exemplo seria os países que sofreram com uma transformação para regimes militares no continente africano nos últimos 3 anos.
Já a República Popular da China, comandada por Xi Jinping do PCC, com o sucesso da sua Nova Rota da Seda, quer possuir as fábricas de semicondutores da empresa TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), afim de garantir o aperfeiçoamento da sua tecnologia, situadas na ilha de Taiwan (ou República da China), e garantir parcerias por meio de favores diplomáticos suspeitos, para impedir a descida, ainda não tão visível, da sua economia.
Segundo Ponto: O intervencionismo da União Europeia, liderada atualmente por Úrsula Von Der Leyen e António Costa, sobre a política dos seus próprios estados-membros.
A União Europeia desde uns anos até hoje, sempre tiveram, e continuam a ter, sede de intervir na política dos seus estados-membros, como no caso da Hungria, da Polónia, Itália, etc.
Muitas das intervenções são uma resposta às políticas contrárias das ambições/desejos dos altos senhores globalistas das instituições europeias, que estão a enterrar a Europa pela ladeira abaixo. Alguns dos motivos para essa reação são a forma de como os países querem lidar para com, a imigração vinda dos outros continentes sem qualquer limite e impunidade, a falta de apoio à natalidade e a substituição da sua população, a completa desindustrialização dos estados-membros e a clara falta de independência industrial, e por fim, levar os todos os países da organização a uma eventual guerra direta com a Federação Russa, onde na qual, no atual cenário, seria uma derradeira catástrofe para a Europa.