“Fiquei muito contente porque no fundo acaba também por ser um reconhecimento da investigação que tem sido feita por mim e pelo meu grupo de investigação ao longo dos últimos anos”, disse à Lusa Gonçalo Castelo-Branco, professor de Biologia de Células Gliais no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.
Gonçalo Castelo-Branco está há três anos na Assembleia Nobel e contou que “tem sido uma honra bastante grande e muito estimulante participar, como membro da Assembleia Nobel no Instituto Karolinska, nas discussões das nomeações e no voto do Prémio”.
Foi agora eleito para o Comité Nobel, que é o organismo de trabalho da Assembleia, pelo que vai estar “envolvido mais a fundo em todo o processo”.
O Comité é composto por cinco membros e pelo Secretário-Geral da Assembleia Nobel, sendo que os membros são eleitos para um mandato de três anos. A cada ano, dez membros associados são eleitos para um mandato que vai de março a outubro.
O Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina é concedido pela Assembleia Nobel, que é composta por 50 professores do Instituto Karolinska e que se reúne cinco vezes por ano para discutir as nomeações, eleger o Comité e, na primeira segunda-feira de outubro, decidir por votação quem receberá o Prémio.
Os membros da Assembleia devem ser professores do Instituto Karolinska e permanecer na Assembleia enquanto fizerem parte do corpo docente da instituição.
Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.