Em comunicado hoje divulgado, a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN) ressalvou que “este desempenho foi acompanhado por uma evolução positiva do licenciamento total de obras de edificação e reabilitação, que encerrou 2025 com um crescimento de 1,8%”.
Este crescimento é justificado com o aumento de 3,3% nas licenças de habitação familiar, em contraste com a diminuição de 2,7% nas licenças para edifícios não residenciais.
O licenciamento de fogos em construções novas registou, em 2025, um aumento homólogo de 20,1%, totalizando 41.592 alojamentos.
“Apesar destes sinais positivos, o setor continua a enfrentar desafios ao nível dos custos de produção”, referiu a associação.
O Índice de Custos de Construção de Habitação Nova terminou o ano com um acréscimo de 4%, fortemente pressionado pela componente de mão-de-obra, que registou um aumento de 7,7%, contrastando com uma variação moderada de 0,9% observada nos materiais.
Relativamente ao consumo de cimento, registou-se uma variação homóloga de 0,7% em 2025, uma evolução moderada, mas positiva, na visão da AICCOPN, e compatível com a continuidade das obras em curso.
Já o mercado de obras públicas “encerrou o exercício de 2025 com um desempenho sem precedentes”.
O montante de concursos de empreitadas promovidos atingiu o valor recorde de 10.041 milhões de euros, um aumento de 21% face ao ano anterior, enquanto o total de contratos celebrados e reportados no Portal Base ascendeu a 7.568 milhões de euros, um crescimento homólogo de 48%.
Em janeiro deste ano, os indicadores apresentam valores mais contidos, com 450 milhões de euros em concursos promovidos, uma diminuição de 41% em termos homólogos e 190 milhões de euros em contratos celebrados, uma queda de 46% face ao ano anterior.
Ainda assim, a associação salientou que “estes resultados dizem respeito a um período isolado — o mês de janeiro — historicamente marcado por elevadas flutuações sazonais e administrativas, pelo que não comprometem a perspetiva de continuidade do ciclo de investimento observado no final do ano anterior”.