Governo espanhol pagou cerca de 75 milhões de euros para realocar e alojar mais de 42 mil imigrantes ilegais

Voos, camas, refeições, tradutores e cuidados médicos. Tudo pago. Documentos revelam que o Executivo liderado por Pedro Sánchez gastou mais de 74 milhões de euros para assegurar um pacote completo de apoio a imigração ilegal, através de contratos sem transparência.

© Facebook de Pedro Sánchez Pérez-Castejón

O Governo espanhol terá canalizado mais de 74,6 milhões de euros desde 2023 para a ONG ACCEM, assegurando o transporte, acolhimento e gestão de mais de 42 mil imigrantes ilegais transferidos das Canárias para a Península. A informação é revelada pelo jornal espanhol La Gaceta, com base em documentação a que diz ter tido acesso.

Em causa estão mais de 70 contratos, atribuídos maioritariamente por procedimentos de emergência, sem publicidade nem concorrência efetiva. Só o transporte aéreo terá absorvido mais de 13 milhões de euros. A fatia maior — cerca de 61,6 milhões — destinou-se à criação e manutenção de 42 mil vagas de acolhimento entre 2023 e 2025, num custo médio de 1.777 euros por imigrante.

Segundo o jornal, os contratos cobrem um pacote completo financiado pelo Executivo liderado por Pedro Sánchez: deslocações aéreas e terrestres, alojamento temporário, alimentação, manutenção de instalações, segurança e salubridade, acompanhamento social, tradução e interpretação, informação personalizada e cuidados de saúde básicos. Na prática, um ciclo integral pago pelos contribuintes.

As adjudicações foram justificadas pela declaração de emergência associada às chegadas às Canárias e enquadradas no artigo 120.º da Lei dos Contratos Públicos, concentrando-se sobretudo em 2024, com extensões desde o final de 2023 até 2025. A recorrência de uma única proposta em muitos processos e a ausência de PME levantam suspeitas de opacidade e favoritismos.

De acordo com La Gaceta, o modelo continua em 2026, com novos movimentos e custos, mantendo a pressão sobre os recursos locais e, segundo críticos, enviando um sinal perigoso às redes de imigração ilegal: há capacidade permanente de acolhimento e dinheiro público para sustentar o fluxo.

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