Microsoft apresenta lucros em baixa de 12% para 16 mil milhões de dólares

A Microsoft apresentou terça-feira resultados do trimestre outubro-dezembro, que revelaram uma baixa em 12% dos lucros, para 16,43 mil milhões de dólares, a refletir a incerteza económica que a levou a despedir 10 mil trabalhadores.

Excluindo resultados extraordinários, o lucro foi de 2,32 dólares por ação, mesmo assim acima da expectativa de Wall Street, onde se apontava para 2,29 dólares.

A faturação foi de 52,75 mil milhões de dólares, uma subida homóloga de dois por cento, mas abaixo da média dos 52,99 mil milhões que os analistas consultados pela FactSet esperavam.

Na semana passada, a Microsoft atribuiu a “condições macroeconómicas e mudanças nas prioridades dos clientes” a sua decisão de eliminar cerca de cinco por cento do seu efetivo laboral.

A Microsoft é uma de várias grandes empresas da área tecnológica que anunciaram recentemente despedimentos massivos, como Google, Amazon, Salesforce e a Meta, a ‘holding’ da Facebook.

Na segunda-feira, para procurar integrar os últimos avanços da tecnologia artificial nos seus produtos, a Microsoft anunciou “investimentos de milhares de milhões de dólares em vários anos” na ‘start-up’ de inteligência artificial OpenAI, fabricante do ChatGPT e ouros instrumentos que podem escrever textos legíveis e código de computação e gerar imagens.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.