Mercadona investe 225 ME em Almeirim no seu maior bloco logístico da Península Ibérica

A cadeia de supermercados espanhola Mercadona anunciou hoje um investimento de 225 milhões de euros naquele que será o seu maior bloco logístico na Península Ibérica, em Almeirim, distrito de Santarém, que criará 500 novos postos de trabalho.

“Esta é a obra do nosso futuro bloco logístico aqui em Almeirim. O objetivo é que venha a abastecer as lojas da Mercadona em Portugal a partir de 2024 e é o nosso maior investimento em Portugal”, declarou a diretora de Relações Institucionais da empresa, Inês Santos.

Falando à imprensa numa visita ao terreno onde agora se iniciam as obras, localizado no distrito de Santarém, a responsável apontou estar em causa um investimento de 225 milhões de euros, superior à estimativa inicial de 180 milhões de euros, diferença que se deve a “ajustes do ponto de vista do projeto e de valores de construção”.

Quanto ao impacto na região, está prevista a criação de “500 empregos até ao final de 2024 e, portanto, o recrutamento já começou em 2022 e vai ser feito de forma faseada”, adiantou Inês Santos.

A ideia é que o bloco logístico, agora em construção, esteja pronto em meados de 2024.

“Estamos a falar de um bloco logístico que vai ser o maior da Mercadona em termos de cadeia, em Portugal e Espanha”, destacou Inês Santos.

A razão pela escolha do local deve-se ao facto de Almeirim estar “no centro do país e ter excelentes acessos”, mas também por a Mercadona ter encontrado nesta localidade uma parcela de terreno com mais de 400.000 metros quadrados, adiantou a responsável.

Também falando à imprensa no local, o ministro da Economia, António Costa Silva, destacou a “importância muito grande” deste investimento, uma vez que, a seu ver, permite “descentralizar o crescimento da economia do país”.

Este bloco terá uma área de construção de 120.000 metros quadrados, contando com um armazém de frio, de secos e edifícios destinados a serviços gerais e escritórios.

Na execução do projeto, a Mercadona conta com 25 fornecedores portugueses.

Em 2019, a Mercadona inaugurou o seu primeiro bloco logístico na Póvoa de Varzim, distrito do Porto, num investimento de 60 milhões de euros.

Em janeiro de 2022, a empresa expandiu a capacidade logística deste bloco com um novo armazém de 12.000 metros quadrados e um investimento adicional de 25,5 milhões de euros.

No total, a empresa já investiu 84,5 milhões de euros no bloco logístico da Póvoa de Varzim, que conta com três naves construídas numa área total de 100.000 metros quadrados, contabilizando mais de 350 colaboradores.

A rede logística da Mercadona é formada por um total de 16 blocos logísticos operacionais, dois armazéns satélites e dois armazéns reguladores e é através destes que a empresa abastece os mais de 1.600 supermercados que tem em Portugal como em Espanha.

Em Portugal, a empresa abriu o seu primeiro supermercado em 2019, em Canidelo, Vila Nova de Gaia, e atualmente conta com 39 lojas nos distritos do Porto, Braga, Aveiro, Viana do Castelo, Setúbal, Santarém, Viseu, Leiria e Lisboa.

Este ano, prevê abrir 10 novas lojas no país, onde tem cerca de 3.000 funcionários.

Últimas de Economia

Cerca de metade dos 22 mil pedidos de apoio para a reconstrução de casas devido ao mau tempo são dos concelhos de Leiria, Pombal e Marinha Grande, revelou hoje o coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes.
As dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico registaram um novo valor recorde de quase 3,1 mil milhões na União Europeia (UE) em 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a descer em janeiro, após ter subido em dezembro pela primeira vez num ano, fechando o mês em 2,83%, disse hoje o Banco de Portugal.
Casas vazias do Estado podem ganhar nova vida e servir para responder à falta de habitação que continua a afetar milhares de famílias em Portugal. Essa é a proposta apresentada pelo CHEGA, que defende a recuperação e reutilização de imóveis públicos devolutos como resposta à atual crise habitacional que Portugal atravessa.
Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.
A referência europeia para o preço do gás natural, o contrato TTF (Title Transfer Facility) negociado nos Países Baixos, subiu mais de 33% por volta das 09:40 (hora de Portugal Continental), justificado pela nova onda de ataques no Irão.
O índice de produção industrial registou uma variação homóloga de 1,2% em janeiro, 0,5 pontos percentuais (p.p.) inferior à observada em dezembro, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 6,1 mil milhões de euros em janeiro, para 280.857 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa negocia hoje em baixa, com 15 títulos do PSI a descer, orientados pelos do BCP (-4,33% para 0,85 euros), e com os da Galp a subir 5,68%.
A inflação aumentou para 2,1% em fevereiro de 2026, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de janeiro, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).