Médicos iniciam hoje dois dias de greve

©D.R.

Os médicos iniciam hoje uma greve de dois dias para exigir a valorização da carreira e das tabelas salariais, numa altura em que sindicatos e Governo estão em negociações, mas ainda sem acordo após várias reuniões inconclusivas.

Esta greve foi convocada pelos sindicatos que integram a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que marcou também para hoje uma concentração junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, mas não conta com o apoio do Sindicato Independente do Médicos (SIM), que se demarcou do protesto, alegando que não se justifica enquanto decorrem negociações com o Governo.

O protocolo negocial estabelecido entre as duas partes prevê que as negociações decorram até junho, mas os dois sindicatos têm exigido medidas estruturais urgentes e melhores condições de trabalho para permitir fixar e captar mais médicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Entre as reivindicações da FNAM consta a renegociação da carreira médica e da respetiva grelha salarial, que inclua um horário base de 35 horas, a dedicação exclusiva opcional e majorada e a consideração do internato médico como primeiro grau da carreira.

A estrutura sindical pretende também a revisão das normas de organização e disciplina do trabalho médico, a reposição dos 25 dias úteis de férias por ano e dos cinco dias suplementares, quando forem gozados fora da época alta, assim como a redução do tempo normal de trabalho no serviço de urgência das 18 para as 12 horas.

Esta greve foi anunciada numa altura em que decorrem negociações com o Governo, com a FNAM a alegar que a paralisação constitui uma resposta “à falta de compromisso, por parte do Ministério da Saúde, em negociar as grelhas salariais e na falta de medidas para salvar o SNS”.

Em fevereiro, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, reconheceu que a greve dos médicos o preocupa, mas disse que o Governo continuará a negociar de “boa-fé” e “tranquilamente” com os dois sindicatos.

Últimas do País

O presidente do CHEGA acusa grupos de extrema-esquerda de se infiltrarem nas manifestações pela habitação para provocar confrontos com a polícia. Ventura defende a atuação das forças de segurança e exige medidas urgentes no Orçamento do Estado, rejeitando reuniões políticas sem soluções concretas.
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alertou que mais de 60 ambulâncias do INEM estão em oficinas sem ordem de reparação, suspeitando que o instituto pretende substituí-las por viaturas ligeiras.
Portugal registou 2.767 acidentes rodoviários e 13 vítimas mortais entre 13 e 19 de outubro, mais oito mortes do que no mesmo período de 2025. Durante a campanha 'Viaje sem Pressa', a GNR e a PSP fiscalizaram mais de 5,4 milhões de veículos e detetaram 12.994 infrações por excesso de velocidade.
O Ministério Público (MP) acusou 11 pessoas e 15 sociedades dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, burla tributária e branqueamento, através da venda de veículos, componentes automóveis e deduções indevidas de IVA, segundo publicação hoje consultada pela Lusa.
O património imobiliário do PCP está avaliado em cerca de 14,5 milhões de euros, segundo dados divulgados, que identificam mais de 300 prédios associados ao partido. Entre compras, vendas e permutas, destaca-se um negócio em Aveiro que envolve um imóvel adquirido por 350 mil euros e uma permuta por cinco frações avaliadas em 800 mil euros, operação que foi alvo de investigação do Ministério Público.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou 100 vítimas de 'bullying' em 2025, a maioria raparigas entre os 11 e os 14 anos, segundo dados divulgados hoje, Dia Mundial do Combate ao Bullying.
Um casal suspeito de burlar idosos em Silves através da simulação de acidentes de viação, exigindo dinheiro para reparar danos nos veículos, foi detido na segunda-feira pela GNR. Os suspeitos, ambos com 45 anos, convenciam as vítimas de que tinham provocado estragos nas viaturas e pressionavam-nas a pagar de imediato, evitando a comunicação do caso às autoridades ou às seguradoras.
As autoridades policiais apreenderam desde 01 de janeiro deste ano 42 toneladas de cocaína, mais 17 do que em todo o ano de 2025, revelou hoje o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve hoje 55 manifestantes que resistiram quando a força de segurança retirou as tendas da Acampada de Lisboa que se encontrava na Praça D. Pedro IV (Rossio).
Um esquema de tráfico internacional que utilizava filtros de água para esconder cocaína proveniente de um cartel colombiano terminou com condenações em tribunal. Segundo avança o Jornal de Notícias, os equipamentos eram utilizados para dissimular a droga e facilitar a sua importação.