Decisão do julgamento dos ex-fuzileiros acusados da morte de polícia adiado

© Folha Nacional

A leitura do acórdão do julgamento dos dois ex-fuzileiros acusados de matar o polícia Fábio Guerra prevista para 05 de maio foi hoje adiada devido à morte de um dos pais de um elemento do tribunal.

“Por motivo de falecimento de um dos progenitores de um elemento que compõe o Tribunal, o qual se encontrava a residir no estrangeiro e que obriga à realização de viagens intercontinentais, não será possível reunir o Tribunal para proceder à reunião para deliberação (…) e, consequentemente, não será possível realizar a audiência de julgamento no próximo dia 5 de maio”, lê-se na informação do tribunal a que a Lusa teve acesso e que foi avançada pelo Expresso.

A decisão do coletivo de juízes e jurados presidido pela magistrada Helena Susano ficou, por agora, sem nova data agendada para divulgação.

Nas alegações finais realizadas na semana passada no Juízo Central Criminal de Lisboa, o Ministério Público (MP) pediu a condenação dos ex-fuzileiros Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko pelo homicídio qualificado do agente da PSP Fábio Guerra, reforçando que o primeiro seja punido com pelo menos 20 anos de prisão e salientando que “os factos são muito graves”.

O agente da PSP Fábio Guerra, de 26 anos, morreu em 21 de março de 2022, no Hospital de São José, em Lisboa, devido a “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo no exterior da discoteca Mome, em Alcântara, quando se encontrava fora de serviço.

O MP acusou em setembro os ex-fuzileiros Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko de um crime de homicídio qualificado, três crimes de ofensas à integridade física qualificadas e um crime de ofensas à integridade física simples no caso que culminou com a morte de Fábio Guerra.

Últimas do País

O presidente do Conselho de Administração da VASP afirmou esta terça-feira que a empresa está na iminência de cortar rotas, referindo que não é viável distribuir jornais no interior do país.
A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) aplicou, no ano passado, cerca de 3,5 milhões de euros às companhias aéreas, por violação de faixas horárias ('slots') e de restrições noturnas no aeroporto de Lisboa, adiantou o presidente da entidade.
A PSP detetou um forte aumento de crimes com armas em contexto escolar, com mais de meia centena de ocorrências no último ano letivo. As facas lideram, mas há também armas de fogo apreendidas.
Estava escondido em Portugal, tinha a vida “legalizada” e passou despercebido durante meia década. Um alegado membro de uma rede internacional de tráfico de imigrantes foi apanhado pela PJ quase por acaso, enquanto cortava cabelo.
Entre 2015 e 2025, as mães estrangeiras passaram de exceção a presença dominante nas maternidades, enquanto os partos de portuguesas recuaram para mínimos preocupantes.
O serviço porta-a-porta da gestora de resíduos Electrão recolheu no ano passado 613 toneladas de equipamentos elétricos, mais 34% do que no ano anterior, segundo um balanço divulgado hoje.
A PSP registou em 2025 uma subida do número de atropelamentos e de feridos ligeiros, em relação a 2024, embora com uma diminuição do número de feridos graves e de mortes.
A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) vai pedir ao Provedor de Justiça que solicite ao Tribunal Constitucional a fiscalização do diploma das urgências regionais, que considera prejudicial ao trabalho dos médicos, anunciou hoje a organização sindical.
Um professor de equitação de Vila do Conde foi condenado pelo Tribunal da Relação do Porto (TRP) a prisão efetiva, por ter abusado sexualmente de alunas, depois de ter sido punido com uma pena suspensa na primeira instância.
As instituições de ensino superior privado já têm mais professores doutorados do que as instituições públicas, segundo dados divulgados hoje no portal do Observatório do Ensino Superior Privado (OESP).