JMJ: Símbolos da Jornada entregues ao Patriarcado de Lisboa na sexta-feira

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Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se encontram este mês na diocese de Santarém, vão ser entregues ao Patriarcado de Lisboa no dia 30 de junho, em Alcobertas, Rio Maior, para a última etapa da sua peregrinação.

A passagem da cruz peregrina e do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani de Santarém para Lisboa está prevista para as 22:30 de sexta-feira, estando a cerimónia de acolhimento aos símbolos agendada para sábado, 01 de julho, às 10:00, no Mosteiro de Alcobaça.

Até ao início da JMJ Lisboa 2023, que decorrerá em Lisboa de 01 a 06 de agosto, os símbolos vão percorrer o território do Patriarcado.

Numa carta aos diocesanos de Lisboa, o cardeal-patriarca, Manuel Clemente, considera que “esta peregrinação será uma oportunidade de encontro entre culturas e gerações”.

“A peregrinação dos símbolos será (…) ocasião de alegria contagiante, fazendo crescer o entusiasmo e a ousadia de percorrer periferias, tendo como horizonte a evangelização de toda a sociedade, pois cada comunidade tem este ambicioso horizonte, de levar o Evangelho até aos confins da terra”, acrescenta o prelado, sublinhando que será, também, “a oportunidade da preparação última para a JMJ Lisboa 2023. Uma preparação para o encontro com o Santo Padre e com os jovens do mundo inteiro. Preparar para acolher, e acolher bem, ao jeito de Jesus”.

Na carta, Manuel Clemente agradece aos comités paroquiais e vicariais “o trabalho incansável ao longo destes anos na preparação da JMJ Lisboa 2023”, sublinhando que “os membros destas equipas paroquiais já atingiram as 10.000 pessoas”. O Patriarcado tem, também, 6. 000 famílias de acolhimento que receberão jovens estrangeiros que virão a Portugal para o encontro mundial com o Papa.

Tradicionalmente, nos meses que antecedem cada JMJ, “os símbolos partem em peregrinação para serem anunciadores do Evangelho e acompanharem os jovens, de forma especial, nas realidades em que vivem”, informa a organização da Jornada.

Com 3,8 metros de altura, a cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou a quase 90 países.

“Foi transportada a pé, de barco e até por meios pouco comuns como trenós, gruas ou tratores. Passou pela selva, visitou igrejas, centros de detenção juvenis, prisões, escolas, universidades, hospitais, monumentos e centros comerciais”, segundo uma nota sobre a JMJLisboa2023.

Já o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços, tem 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, e está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto deste ano, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

A edição deste ano, que será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

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