Marinha mantém monitorização de barcaça à deriva nos Açores

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A Marinha Portuguesa continua a monitorizar a barcaça que está a deriva nos Açores, sem qualquer tripulante, sendo ainda desconhecida a propriedade daquela plataforma com cerca de 60 metros de comprimento e 15 de largura, foi hoje informado.

No domingo, a Marinha adiantou estar a monitorizar essa barcaça, que representa perigo para a navegação.

De acordo com um comunicado emitido pela Marinha, a barcaça encontra-se à deriva a 50 milhas náuticas (o equivalente a cerca de 93 quilómetros) a norte da ilha de São Miguel e a 53 milhas náuticas (cerca de 98 quilómetros) a leste da ilha Terceira.

Uma fonte da Marinha adiantou hoje à agência Lusa que a barcaça “ainda está a deriva”, mas a situação continua a ser monitorizada.

“A barcaça está a movimentar-se com o efeito da corrente, mas não está a ir para nenhuma das ilhas”, explicou à Lusa a mesma fonte.

A monitorização continua a ser feita, quer “através de sistemas de controlo remoto, quer através da corveta António Enes”, acrescentou.

A fonte disse ainda que a barcaça “não tem ninguém” e que continuam a ser desenvolvidos esforços para tentar identificar o proprietário.

A presença da embarcação foi comunicada pela navegação em trânsito e desde o passado dia 10 que tem sido monitorizada pela Marinha Portuguesa e pela Autoridade Marítima Nacional.

“O Comando da Zona Marítima dos Açores empenhou a corveta António Enes para recolher informação, monitorizar a sua posição e acompanhar a sua deriva. Sendo que foi possível apurar a inexistência de matérias suscetíveis de causar poluição”, segundo a nota divulgada no domingo.

Além da corveta António Enes, estão a ser utilizados meios de deteção remota, via satélite, para efetuar o acompanhamento da barcaça e continuar a difundir avisos à navegação com posições atualizadas.

A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional “vão continuar a acompanhar a situação e desenvolver todos os esforços para garantir a segurança da navegação e a salvaguarda dos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional”, lê-se no comunicado.

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