Espera nas urgências do Santa Maria atingiu seis horas para doentes urgentes

© CM-Odivelas

O tempo de espera nas urgências do Hospital de Santa Maria chegou hoje a seis horas para doentes urgentes rastreados com pulseira amarela, confirmou o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN).

Segundo adiantou a mesma fonte à Lusa, essa situação deveu-se à circunstância de as urgências dos hospitais Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) e Beatriz Ângelo (Loures) terem estado sem receber doentes enviados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), que, por essa razão, foram encaminhados pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para o Santa Maria.

De acordo com o CHULN, cerca das 18:00 de hoje 28 doentes com pulseira amarela aguardavam para ser atendidos na urgência central do Hospital de Santa Maria, com um tempo máximo de espera a rondar as seis horas.

A Lusa pediu mais esclarecimentos ao INEM, mas ainda não obteve resposta.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.
O Tribunal de Santarém condenou a prisão efetiva um homem responsável por três incêndios florestais, dois deles junto a zonas habitadas. A autoria foi confessada e considerada plenamente provada, apesar da tentativa de disfarçar os crimes alertando o 112.