Ativistas ambientais colam-se a avião no aeroporto de Lisboa

Ativistas ambientais do grupo Climáximo colaram-se a um avião que ia fazer a ligação entre Lisboa e Porto, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, adiantou hoje a organização em comunicado.

© Climáximo

Os ativistas criticaram as emissões de gases com efeito de estufa “absurdas, mortíferas (…) e completamente desnecessárias” destas ligações curtas quando existem alternativas de transporte, apelando à aposta na ferrovia e nos transportes coletivos públicos com vista a garantir uma “transição justa dos trabalhadores do setor da aviação para um setor de transportes seguro”.

Em declarações citadas na nota de imprensa divulgada, uma das ativistas envolvidas nesta ação no aeroporto de Lisboa considerou “um ato de insanidade” a continuidade deste tipo de ligações aéreas.

“É estar a ver a nossa casa a arder e atirar gasolina para o fogo. Este tipo de voos inúteis tem de ser a primeira coisa a ser travada na indústria genocida da aviação, incentivada pelo nosso Governo a continuar a sua expansão – agora com a construção de um novo aeroporto -, quando sabemos que precisamos de cortar emissões urgentemente, e que cada dia que não o fazemos estamos a condenar à morte mais pessoas em Portugal”, afirmou Alice Gato.

Segundo a ativista, Portugal tem hoje menos ferrovia do que no século XX, acusando ainda o Governo de não ter um plano para o futuro: “Se estamos entregues a governantes que conscientemente condenam milhares à morte, temos o dever de resistir.”

A ação de hoje surge na sequência de diversas ações de protesto ao longo das últimas semanas, como o bloqueio de várias ruas e estradas, o arremesso de tinta ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, bem como ao edifício da FIL e a um quadro de Picasso no Museu de Arte Contemporânea – Centro Cultural de Belém (MAC/CCB), e o preenchimento com cimento dos buracos de um campo de golfe no Lumiar.

Últimas do País

O presidente do INEM afirmou hoje que o instituto deve aos bombeiros cerca de 9,7 milhões de euros pelo transporte urgente de doentes referente a fevereiro, menos de metade do valor reivindicado pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
O comandante da PSP de Vila Real chamou hoje a atenção para as instalações do comando distrital, há 20 anos num edifício provisório, e para o envelhecimento do efetivo, sinalizando um aumento da criminalidade denunciada em 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu hoje aviso amarelo de precipitação, por vezes forte, para as ilhas do grupo Oriental dos Açores, mantendo os avisos de vento e agitação marítima para as nove ilhas.
O homem de 32 anos que ficou ferido após ser baleado à entrada de um hipermercado, em Portalegre, na segunda-feira, fugiu do hospital da cidade onde estava internado, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
A Entidade Reguladora da Saúde ordenou suspender a actividade em 19 estabelecimentos de cuidados de saúde em três anos, na maioria para ter profissionais identificados a realizar na área de procedimentos estéticos para os quais não estavam habilitados.
O incêndio em mato e pinhal na serra do Caramulo, em Tondela, entrou em resolução pelas 09h23, disse à agência Lusa fonte do Comando Sub-regional Viseu Dão Lafões.
O CHEGA quer endurecer significativamente o combate aos crimes sexuais em Portugal e propõe a introdução da castração química para agressores reincidentes, além de um agravamento das penas e das sanções acessórias.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu 14,78 quilogramas de lapas mansas ('Patella candei gomesii'), por terem sido apanhadas em época de defeso, no concelho de Santa Cruz das Flores, na ilha das Flores, foi hoje anunciado.
O CHEGA sai à rua esta terça-feira contra a visita de Lula da Silva, acusando o Governo de “fechar os olhos à corrupção”.
Um homem, de 48 anos, foi detido, no sábado, em Mirandela, por agredir a companheira, que teve de ser transportada para o hospital, revelou, hoje, a PSP.