Ministros escolhem altos dirigentes do Estado. “Temos de acabar com as cunhas na Administração Pública”, diz Ventura

Mais de metade dos dirigentes de topo da administração pública resulta de escolhas diretas dos ministros em funções.

© Folha Nacional

A distribuição de tachos e tachinhos pelos ‘boys’ socialistas está imparável. É disso que nos dá conta hoje o Jornal de Notícias, afirmando que mais de metade dos dirigentes de topo da administração pública resulta de escolhas diretas dos ministros.

Reagindo à notícia que faz capa hoje no JN, André Ventura foi peremptório: “Temos que despartidarizar a administração pública e acabar com as cunhas e favores na nomeação dos altos dirigentes do Estado”, disse o Presidente do CHEGA.

Segundo o mesmo jornal, embora existam concursos feitos pela Comissão de Recrutamento para a Administração Pública (CReSAP), as escolhas acabam por ser feitas pelos Ministros.

Margarida Mano, Presidente da Transparência Internacional Portugal, não tem dúvidas em afirmar que “é grave que os candidatos pensem que o mecanismo de avaliação está controlado, que haja desconfiança no processo.” E acrescenta que “há no desenho da CReSAP vários aspetos que se prestam a enviesamentos”, como o facto de “permitir que um candidato que tenha ocupado um cargo de forma interina ou em regime de substituição seja beneficiado por essa experiência quando concorre a esse mesmo lugar.”

Últimas de Política Nacional

Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.
O parlamento chumbou hoje, com votos contra de PSD, CDS e IL, e abstenção do PS, iniciativas do CHEGA que pretendia rever o complemento de pensão de militares e polícias, face a discrepâncias na atribuição das reformas.
No frente-a-frente com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, André Ventura questionou diretamente a capacidade de execução do Governo e pediu garantias concretas sobre falhas nas comunicações, nos apoios e na resposta às crises.
Portugal deve recusar, para já, o novo acordo de comércio livre entre a União Europeia e a Índia. A posição é defendida pelo CHEGA, que apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar que o Governo vote contra o texto atual e exija alterações profundas antes da sua aprovação.
André Ventura apontou responsabilidades ao PCP pelo apoio ao Governo do PS em 2017 e acusou a esquerda de incoerência. O líder do CHEGA garantiu que o partido continuará a defender aumentos salariais e valorização profissional.
Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.
Portugal deve pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) o afastamento da relatora especial para os Territórios Palestinianos Ocupados. Esta é a recomendação apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa sobre o tema.
André Ventura acusou o Governo de falhar às populações afetadas pelas tempestades e exigiu isenção imediata de IMI, rapidez nos apoios e um pedido público de desculpas. “Persistir no erro é que não fica bem”, atirou.
José Manuel Fernandes tem dois imóveis na capital e mais de 43 mil euros anuais em rendimentos prediais, mas recebe 724 euros por mês de subsídio de alojamento. É um dos 19 governantes abrangidos por uma regra de 1980 que continua a permitir compensações mesmo a quem já tem casa em Lisboa.
As propostas apresentadas pelo CHEGA na Câmara Municipal da Amadora para reforçar a transparência e prevenir a corrupção deram um passo em frente e podem vir a traduzir-se em novos mecanismos de controlo na gestão autárquica.