Plantação de 722 hectares de pera-abacate em Alcácer do Sal em consulta pública

Um projeto para plantação de pera-abacate no concelho de Alcácer do Sal (Setúbal), em 722 hectares, que prevê a abertura de 34 furos para captação de água, está em consulta pública, até dia 24 deste mês. 

© D.R.

 

De acordo com a informação disponível no portal Participa (www.participa.pt), consultado hoje pela agência Lusa, decorre até esse dia a fase de consulta pública do processo de avaliação de impacte ambiental deste investimento, iniciada a 12 de dezembro passado.

O Projeto Agroflorestal das Herdades de Murta e Monte Novo abrange uma área total de 2.402,10 hectares da freguesia da Comporta e da União das freguesias de Alcácer do Sal (Santa Maria do Castelo e Santiago) e Santa Susana, no concelho de Alcácer do Sal.

O investimento, da responsabilidade da empresa Expoente Frugal Lda, do grupo Aquaterra, prevê a criação, caso avance, “de uma área agrícola de produção de pera-abacate com 722,24 hectares e de uma área florestal de produção de 1.415,85 hectares”, segundo o resumo não técnico do Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

Para a criação da área agrícola de produção de abacates, que vai ter rega gota a gota, será necessário abrir “34 furos de captação de água subterrânea” e instalar “uma captação de água superficial no canal de rega da Associação de Beneficiários de Vale do Sado (ABVS)”, lê-se no documento.

Entre os investimentos previstos estão também a “construção de cinco reservatórios de armazenamento de água e de um reservatório de regularização da captação do canal da ABVS”.

Os promotores estimam que o projeto, que implica um volume de investimento na ordem dos 60 milhões de euros, assegure emprego permanente para 32 a 40 pessoas, prevendo-se que este valor ascenda, na época das colheitas, a mais 240 a 400 trabalhadores temporários.

O projeto agroflorestal, é indicado no resumo não técnico do EIA, “insere-se totalmente na Zona Especial de Conservação (ZEC) Comporta/Galé, incluída no Sistema Nacional de Áreas Classificadas (SNAC)”.

O documento disponível no portal Participa indica ainda que a rega dos pomares de pera-abacate implicará um consumo total de água na ordem dos 4,33 hectómetros cúbicos/ano (hm³/ano).

Deste total, serão provenientes de água subterrânea 3,22 hm³/ano, enquanto 1,139 hm³/ano terá origem em água superficial.

“Em termos de energia elétrica prevê-se utilizar a instalação de uma linha aérea de média tensão existente na zona norte da propriedade”, junto à Estrada Nacional 253 (EN253), refere o documento, indicando que está prevista, em simultâneo, a “instalação de uma área significativa de painéis fotovoltaicos”.

Os promotores preveem que o início da construção e implantação do projeto possa “ocorrer no primeiro semestre” deste ano, estando esse arranque dependente do desenvolvimento da Avaliação de Impacto Ambiental e da emissão da Declaração de Impacte Ambiental.

Estimam ainda que a primeira produção de pera-abacate “ocorra entre 2029 e 2030”. Inicialmente, esperam cerca de 1,5 toneladas por hectare, aumentando para 13 toneladas por hectare “ao quinto/sexto ano de cultura”.

A produção de pera-abacate, no concelho de Alcácer do Sal, terá como destino um centro de distribuição localizado na região do Algarve, segundo o resumo não técnico.

Últimas de Economia

Cerca de 28 mil famílias economicamente vulneráveis que ficaram sem vales do programa Vale Eficiência, lançado para combater a pobreza energética, só poderão voltar a candidatar-se a um novo apoio com características semelhantes em 2027.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.105 euros por metro quadrado em janeiro, um novo máximo histórico e mais 18,7% do que período homólogo 2025, divulgou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística.
As vendas de créditos passam a ser obrigatoriamente comunicadas pelos bancos ao Banco de Portugal a partir desta quarta-feira, segundo a instrução do supervisor e regulador bancário.
bolsa de Lisboa negocia hoje em alta, com o PSI num novo máximo desde junho de 2008 e as ações da Navigator a subirem 1,42% e as do BCP a descerem 1,54%.
O preço de meia dúzia de ovos agravou-se 0,50 euros desde fevereiro do ano passado, mas manteve-se em 2026, segundo dados da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor enviados à Lusa.
O valor de produção do mercado do calçado português recuou 5% em 2025 para 2.100 milhões de euros, segundo a estimativa da Informa D&B hoje divulgada.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes somavam 321.500 milhões de euros no final de janeiro, mais 6.300 milhões de euros do que no mês anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Os prejuízos causados pelo mau tempo no Peso da Régua ascendem a 4,2 milhões de euros em quedas de taludes, de muros e danos na rede viária deste concelho do sul do distrito de Vila Real.
O número de beneficiários de prestações de desemprego caiu 2,4% em janeiro, face ao período homólogo, mas subiu 8,6% face a dezembro, para 204.990, o valor mais elevado desde fevereiro de 2025, segundo dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP).
O recente ‘comboio’ de tempestades que percorreu Portugal continental, com ventos ciclónicos da Kristin na região centro, provocou prejuízos entre os cinco mil milhões e os seis mil milhões de euros, segundo o presidente da estrutura de missão.