Pela primeira vez sondagem apresenta empate técnico entre PS, AD e CHEGA para as legislativas

É a primeira vez que uma sondagem aponta para um empate técnico entre PS, a AD e CHEGA. Ventura afirma estar “confiante na vitória.”

Faltam pouco mais de duas semanas para o ato eleitoral de 10 de março e o partido de André Ventura aproxima-se cada vez mais do pelotão da frente, com o CHEGA a alcançar 16,9% de intenções de voto, sem distribuição de indecisos. Neste estudo, a AD surge na frente, com 21,4%, seguida do Partido Socialista com 21,1%, também com os indecisos por distribuir.

As duas semanas de campanha eleitoral que restam serão decisivas para os partidos captarem o voto dos indecisos e determinar o vencedor nas eleições legislativas. O que parece certo é que não haverá maioria absoluta de nenhum partido e que o CHEGA será determinante para uma maioria de direita.

O estudo foi levado a cabo pela empresa Paraná Pesquisas, tendo sido feitas entrevistas telefónicas entre os dias 8 e 17 de fevereiro, a eleitores com 18 anos ou mais. Foram realizadas 1203 entrevistas, sendo 840 a eleitores que irão votar no dia 10 de Março, com uma margem de erro estimada nos 3,4 pontos percentuais. A pesquisa de dados realizada por uma equipa especializada e treinada pela Intercampus.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.
André Ventura considerou esta terça-feira que o primeiro-ministro “não pode pedir” ao CHEGA para viabilizar reformas “más para o país” e defendeu que o Governo “será avaliado” tanto pelas reformas que fez como por aquelas que não fez.
O líder do CHEGA, André Ventura, assegurou hoje que "não assinará nunca" uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo que faça um esforço de aproximação.
O presidente do CHEGA indicou hoje que o partido não aceita qualquer reforma que se traduza em "menos fiscalização" no Tribunal de Contas.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou esta sexta-feira que a proposta de lei do Governo para alterar a lei laboral "é má" e, como está, "não deve ser aprovada", mas indicou que mantém a disponibilidade para negociar.