Abascal diz que nas legislativas também está em causa o futuro da Europa

O líder do partido espanhol de direita radical Vox, Santiago Abascal, considerou na quarta-feira que, nas eleições legislativas de domingo, também está em causa o futuro da Europa.

© Facebook/SantiagoAbascalConde

“Este domingo não se joga apenas o futuro de Portugal. Nós que estamos muito atentos ao vosso resultado, também pensamos que, em certa medida, se joga o futuro da Europa e estamos plenamente convencidos de que a vossa vitória será a vitória de todos os outros muito brevemente”, afirmou Abascal, num jantar/comício de campanha do CHEGA no concelho de Olhão (distrito de Faro).

Considerou também que “a vitória do CHEGA e do André [Ventura] é um triunfo para todos os patriotas europeus”.

“É essencial para as eleições que disputaremos em toda a Europa no mês de junho, e que podem representar uma mudança de rumo importantíssimo no futuro da União Europeia, pois pode permitir recuperar o valor fundacional da União Europeia, o espírito dos países fundadores que pode permitir resgatar aos burocratas de Bruxelas a nossa soberania, pode devolver a soberania a Portugal e a Espanha e pode criar uma União Europeia de nações livres e soberanas que cooperam voluntariamente”, acrescentou.

Santiago Abascal considerou que o Vox e o CHEGA enfrentam o mesmo, “um socialismo corrompido e um velho bipartidarismo” que representa “uma alternância de poder em que só mudam as siglas e os nomes, mas continuam as mesmas políticas de sempre”.

“Não têm resposta para os principais problemas das nossas nações”, criticou.

O presidente do Vox agradeceu a Ventura ter estado “nos bons momentos e nos menos bons”, como nas eleições legislativas de julho, no qual o Vox perdeu deputados.

Numa referência ao Tratado de Tordesilhas, mencionando que em 1494 os portugueses e os espanhóis “repartiram o mundo”, Abascal disse que os “patriotas portugueses, tal como os patriotas espanhóis, estão orgulhosos das suas conquistas históricas” que “envergonham a esquerda”.

No início do discurso, o líder do CHEGA dirigiu-se a Abascal para afirmar que o partido tem “uma luta comum a travar, contra o socialismo” e indicou que o Vox é um dos “maiores aliados” do CHEGA na Europa, ainda que não pertençam ao mesmo grupo político europeu.

“Muitos pela Europa fora estão a contar com na nossa vitória no dia 10, que será nossa evidentemente, mas será também uma vitória de todos os patriotas europeus”, defendeu.

André Ventura e Santiago Abascal chegaram juntos ao comício de Olhão e, em declarações aos jornalistas antes de entrar na sala, o líder do Vox disse admirar o trabalho que o presidente do CHEGA tem feito.

“É muito importante que as forças políticas que defendem a soberania, o mundo rural, a segurança das ruas, vão ganhando força na Europa e tenho uma grande esperança na vitória do André e do CHEGA”, afirmou.

Santiago Abascal considerou também que em Portugal “não se deve cometer o erro que cometeu o PP [Partido Popular] espanhol que foi oferecer um pacto aos socialistas” e defendeu que “as pessoas querem outra alternativa”.

Últimas de Política Nacional

O Ministério Público (MP) abriu um inquérito após denúncias de alegadas falsas assinaturas na lista de propositura da candidatura autárquica independente em Boticas, que foi rejeitada pelo tribunal e não foi a eleições.
O Ministério Público acaba de colocar um deputado socialista no centro de mais uma tempestade judicial: Rui Santos, ex-presidente da Câmara de Vila Real e atual deputado do PS, foi formalmente acusado de prevaricação e abuso de poder por alegadamente transformar a empresa municipal Vila Real Social numa peça de xadrez político ao serviço das suas ambições pessoais e partidárias.
A garantia é de Patrícia Almeida, mandatária nacional de André Ventura, deputada à Assembleia da República e militante fundadora do CHEGA. Para a dirigente, o recorde histórico de assinaturas “prova a força real do candidato” e mostra que “o país quer mudança e não teme assumir isso”. Patrícia Almeida assegura que Ventura é “o único capaz de defender os portugueses sem hesitações” e promete uma campanha firme, mobilizadora e “determinada a devolver Portugal aos portugueses”.
O oitavo debate das Presidenciais ficou hoje em suspenso. António José Seguro, candidato e antigo líder socialista, anunciou que não poderá marcar presença esta quinta-feira no duelo com João Cotrim Figueiredo, na RTP1, devido a um agravamento do seu estado de saúde.
No último dia do debate orçamental, André Ventura classificou o Orçamento do Estado como um documento “viciado e sem ambição”, acusando o Governo de manter a velha fórmula que, diz, tem destruído o país: mais impostos, mais burocracia e mais peso sobre quem trabalha.
Um despacho silencioso que entregou milhões ao Grupo Pestana e 22 escutas que ficaram na gaveta durante anos: dois episódios que voltam a colocar António Costa no centro de suspeitas políticas e judiciais.
O parlamento aprovou hoje o reforço da dotação orçamental do Tribunal Constitucional em 1,6 milhões de euros, por proposta do CHEGA, acedendo assim ao pedido feito pelos juízes do Palácio Ratton em audição parlamentar.
André Ventura deixou um recado direto ao país: Portugal deve condenar a Rússia, mas não enviará jovens portugueses para morrer na Ucrânia. O candidato presidencial exige clareza dos líderes políticos e garante que, se for eleito, evitará qualquer participação militar portuguesa no conflito.
O debate presidencial entre André Ventura e António José Seguro foi o mais visto da semana, superando largamente todos os restantes. No extremo oposto, o duelo entre Gouveia e Melo e João Cotrim de Figueiredo ficou no fundo da tabela, com a pior audiência registada.
André Ventura, presidente do CHEGA, marcou as comemorações do 25 de Novembro, defendendo o legado dos militares que travaram a deriva extremista e reafirmando que Portugal deve celebrar quem garantiu a liberdade e não quem tentou destruí-la.