Banco de Portugal revê em alta crescimento da economia para 2% este ano

O Banco de Portugal reviu hoje em alta o crescimento da economia portuguesa para 2% este ano, face ao que esperava em dezembro, acima do inscrito no OE2024 e do esperado pelo primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro.

©Facebook/máriocentenoofical

 

A previsão consta do Boletim Económico de março, publicado hoje pela instituição liderada por Mário Centeno, que está mais otimista do que no final de 2023.

O Banco de Portugal (BdP) prevê agora um crescimento de 2% este ano, de 2,3% em 2025 e de 2,2% em 2026, uma melhoria de 0,8 pontos percentuais (pp.) em 2024 e de 0,2 pp. em 2025–26 face ao último boletim.

A previsão traduz, assim, uma desaceleração do crescimento mais ligeira face a 2023, depois do Produto Interno Bruto (PIB) ter crescido acima do previsto (2,3% vs 2,1%), com a recuperação da atividade económica na reta final do ano.

O regulador bancário revela-se assim mais otimista face à previsão de 1,5% inscrita no Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) e dos 1,6% que constavam do cenário macroeconómico da Aliança Democrática, coligação entre o PSD, CDS-PP e PPM às eleições legislativas de 10 de março, pela qual foi eleito o primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro.

O Banco de Portugal, que aponta para um crescimento trimestral de 0,7% no início deste ano e de 0,6% daí para a frente, prevê que o crescimento da economia portuguesa será baseado no investimento e nas exportações.

Segundo o regulador, em 2024–26, a atividade beneficia dos efeitos da menor inflação, do impacto expansionista das medidas adotadas no OE2024, da aceleração prevista para a procura externa e do contributo da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), fatores que permitem suportar também uma evolução favorável do mercado de trabalho (com a taxa de desemprego estável em 6,5%).

Segundo o boletim hoje divulgado, as exportações crescem 3,5% este ano, o investimento 3,6% e o consumo privado 2,1%.

As previsões para o crescimento da economia portuguesa das restantes principais instituições económicas nacionais e internacionais variam num intervalo entre 1,2% (Comissão Europeia e OCDE) e 1,6% (Conselho das Finanças Públicas).

Últimas de Economia

A taxa de inflação homóloga dos países da OCDE subiu para 4,3% em agosto, contra 4,1% em julho, impulsionada por um forte aumento dos preços da energia, enquanto a inflação dos alimentos continuou a desacelerar, foi hoje anunciado.
O Estado injetou cerca de 30 mil milhões de euros no setor financeiro desde a crise de 2008. Até ao final de 2025, apenas 8,9 mil milhões tinham sido recuperados, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas.
Os cerca de 540 diplomatas portugueses terão novos aumentos salariais no próximo ano. A valorização mensal varia entre 108 e 289 euros e completa a revisão remuneratória iniciada em 2025.
A taxa de poupança das famílias na zona euro diminuiu para 14,2% no segundo trimestre, enquanto a taxa de investimento manteve-se estável em 8,3%, divulga hoje o Eurostat.
A taxa de inflação homóloga da zona euro terá aumentado para 3,8% em setembro de 2026, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida do Eurostat.
O índice dos preços mundiais calculado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) subiu 5,8% em setembro face ao mesmo mês de 2025, foi hoje anunciado.
O Banco de Portugal (BdP) alertou hoje para uma nova burla e apelou às pessoas para terem atenção se receberem um cartão multibanco novo na caixa do correio, já que este pode ser falso.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em agosto, para 3,00%, situando-se acima dos 2,88% do mesmo mês de 2025, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas subiram, no primeiro trimestre, 1,1% na zona euro e 1,2% na União Europeia (UE) na comparação homóloga, com Portugal a registar o maior aumento entre os Estados-membros (16,5%), divulga o Eurostat.
O Tribunal de Contas detetou falhas na informação sobre centenas de milhões de euros distribuídos pelo Estado a fundo perdido. Dos apoios analisados, 526 milhões ficaram sem informação suficientemente clara sobre a respetiva identificação ou finalidade. Conta Geral do Estado de 2025 recebeu um juízo de não conformidade.