Saldo da dívida direta do Estado sobe 1% para 293,6 mil milhões em junho

O saldo da dívida direta do Estado subiu 1% em junho face ao mês anterior, para 293.685 milhões de euros, de acordo com os dados hoje divulgados pelo IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

© DR

“Esta variação adveio, sobretudo, do aumento mensal do saldo vivo de Bilhetes do Tesouro (BT), em 1.552 milhões de euros, resultado das emissões efetuadas durante o mês”, explica o boletim mensal da instituição.

Além disso, o IGCP indica que o saldo da rubrica de Certificado Especial de Dívida Pública de Curto Prazo (CEDIC) cresceu em 1.276 milhões de euros, advindo de “emissões no valor de 2.770 milhões de euros conjugadas com amortizações de 1.494 milhões de euros”.

No que diz respeito às contrapartidas das contas margem, recebidas no âmbito de derivados financeiros, estas aumentaram 46 milhões de euros.

Por outro lado, verificou-se uma diminuição do saldo de Certificados de Tesouro (CT), em 66 milhões de euros.

Segundo o IGCP, “incorporando o efeito cambial favorável da cobertura de derivados, correspondente ao valor nocional dos swaps de cobertura de capital, que ascendeu a 86 milhões de euros em junho, o valor total da dívida após cobertura cambial situou-se em 293.599 milhões de euros, ou seja, uma variação de 1,0%”.

Últimas de Economia

A taxa de desemprego aumentou, em novembro de 2025, para os 6,3% na zona euro e os 6,0% na União Europeia (UE), face aos, respetivamente, 6,4% e 5,8% no mesmo mês de 2024, divulga hoje o Eurostat.
O consumo do sistema elétrico nacional bateu recordes esta terça-feira, ultrapassando pela primeira vez os 10 gigawatts (GW), segundo dados da REN, numa altura em que uma grande parte do país estava sob aviso amarelo devido ao frio.
Apesar de milhares de jovens terem recorrido à garantia pública para comprar casa, só um banco precisou de ativar o apoio do Estado desde o início da medida.
O acesso ao subsídio social de mobilidade (SSM) nas viagens entre as regiões autónomas e o continente passa a estar dependente da situação contributiva e tributária do beneficiário, mas não é exigida a apresentação de documentação adicional.
A taxa de inflação anual da zona euro desacelerou, em dezembro, para os 2,0%, quer face aos 2,4% homólogos, quer comparando com a de 2,15% registada em novembro, segundo uma estimativa rápida hoje publicada pelo Eurostat.
A OCDE afirmou hoje que o mercado de arrendamento em Portugal “continua subdesenvolvido e fragmentado", com apenas 12% de famílias a declararem viver em casas arrendadas, e com os arrendamentos informais a poderem atingir até 60%.
As renegociações de crédito à habitação desceram em novembro para 414 milhões de euros, na primeira queda em cadeia desde junho, segundo dados hoje publicados pelo Banco de Portugal (BdP).
As novas tabelas de retenção na fonte do IRS que se vão aplicar aos salários e pensões de 2026 foram publicadas hoje no Portal das Finanças, refletindo a descida do IRS e garantindo isenção de tributação até aos 920 euros.
Os bancos portugueses utilizaram até novembro 52,8% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens até aos 35 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O novo ano arranca com a prestação da casa a subir para créditos com taxa variável a três e seis meses, a maioria dos contratos de empréstimos à habitação em Portugal, segundo a simulação da Deco Proteste.