Saldo da dívida direta do Estado sobe 1% para 293,6 mil milhões em junho

O saldo da dívida direta do Estado subiu 1% em junho face ao mês anterior, para 293.685 milhões de euros, de acordo com os dados hoje divulgados pelo IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

© DR

“Esta variação adveio, sobretudo, do aumento mensal do saldo vivo de Bilhetes do Tesouro (BT), em 1.552 milhões de euros, resultado das emissões efetuadas durante o mês”, explica o boletim mensal da instituição.

Além disso, o IGCP indica que o saldo da rubrica de Certificado Especial de Dívida Pública de Curto Prazo (CEDIC) cresceu em 1.276 milhões de euros, advindo de “emissões no valor de 2.770 milhões de euros conjugadas com amortizações de 1.494 milhões de euros”.

No que diz respeito às contrapartidas das contas margem, recebidas no âmbito de derivados financeiros, estas aumentaram 46 milhões de euros.

Por outro lado, verificou-se uma diminuição do saldo de Certificados de Tesouro (CT), em 66 milhões de euros.

Segundo o IGCP, “incorporando o efeito cambial favorável da cobertura de derivados, correspondente ao valor nocional dos swaps de cobertura de capital, que ascendeu a 86 milhões de euros em junho, o valor total da dívida após cobertura cambial situou-se em 293.599 milhões de euros, ou seja, uma variação de 1,0%”.

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.
A taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 15,9% até fevereiro, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 13,3% e o consumo de cimento diminuiu 9,8%, segundo a AICCOPN.
A taxa de inflação anual da zona euro teve, em abril, um aumento mensal de 0,4 pontos percentuais para os 3,0%, puxada pelo segundo mês pela forte subida dos preços da energia, estimou hoje o Eurostat.
Abastecer volta a ficar mais caro já na próxima semana, com novos aumentos nos combustíveis, com a gasolina a subir 4,5 cêntimos por litro e o gasóleo a aumentar oito cêntimos por litro, penalizando outra vez quem trabalha, produz e depende do carro para viver, num país onde encher o depósito está cada vez mais próximo de um luxo.
O indicador de confiança dos consumidores caiu em abril para o valor mais baixo desde novembro de 2023, enquanto o clima económico aumentou, depois de ter diminuído em março.
A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.