Saldo da dívida direta do Estado sobe 1% para 293,6 mil milhões em junho

O saldo da dívida direta do Estado subiu 1% em junho face ao mês anterior, para 293.685 milhões de euros, de acordo com os dados hoje divulgados pelo IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

© DR

“Esta variação adveio, sobretudo, do aumento mensal do saldo vivo de Bilhetes do Tesouro (BT), em 1.552 milhões de euros, resultado das emissões efetuadas durante o mês”, explica o boletim mensal da instituição.

Além disso, o IGCP indica que o saldo da rubrica de Certificado Especial de Dívida Pública de Curto Prazo (CEDIC) cresceu em 1.276 milhões de euros, advindo de “emissões no valor de 2.770 milhões de euros conjugadas com amortizações de 1.494 milhões de euros”.

No que diz respeito às contrapartidas das contas margem, recebidas no âmbito de derivados financeiros, estas aumentaram 46 milhões de euros.

Por outro lado, verificou-se uma diminuição do saldo de Certificados de Tesouro (CT), em 66 milhões de euros.

Segundo o IGCP, “incorporando o efeito cambial favorável da cobertura de derivados, correspondente ao valor nocional dos swaps de cobertura de capital, que ascendeu a 86 milhões de euros em junho, o valor total da dívida após cobertura cambial situou-se em 293.599 milhões de euros, ou seja, uma variação de 1,0%”.

Últimas de Economia

Um trabalhador com salário médio custa 27.953 euros por ano à empresa, mas leva para casa apenas 16.184 euros. Pelo caminho, ficam 11.769 euros em impostos e contribuições.
Quase dois milhões de euros por dia chegaram à Infraestruturas de Portugal em 2025 através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos. A verba corresponde à antiga Contribuição de Serviço Rodoviário, considerada incompatível com o direito europeu em 2022.
O presidente do CHEGA contesta as conclusões do relatório sobre a Segurança Social e expõe o Governo de estar a preparar o debate para reduzir pensões ou travar futuros aumentos. Partido mantém a proposta de baixar a idade da reforma.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar uma subida na ordem dos 16,7%, segundo dados do Eurostat.
Quem entra agora no mercado de trabalho poderá chegar a 2065 com uma pensão equivalente a apenas 70,3% do salário de referência. Especialistas antecipam “perdas significativas” em todos os níveis salariais.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação voltou a subir para 3,135% em julho, depois de também ter aumentado em junho, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,48 euros na última semana, fixando-se nos 253,55 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação homóloga acelerou para 2,9% na zona euro e para 3% na União Europeia em julho, após um recuo registado em junho, anunciou hoje o Eurostat, confirmando a estimativa rápida que tinha divulgado no mês passado.
O Índice de Preços na Produção industrial (IPPI) aumentou 5,8% em julho, em termos homólogos, acelerando 0,7 pontos percentuais face ao mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Números oficiais apontaram para um excedente de 6,7 mil milhões de euros, mas estudo chega a uma conclusão diferente: considerando em conjunto o regime previdencial e a Caixa Geral de Aposentações, o saldo de 2025 terá sido negativo em 1,94 mil milhões. Especialistas alertam que os excedentes apresentados nos últimos anos podem dar uma imagem enganadora da sustentabilidade financeira.