Saldo da dívida direta do Estado sobe 1% para 293,6 mil milhões em junho

O saldo da dívida direta do Estado subiu 1% em junho face ao mês anterior, para 293.685 milhões de euros, de acordo com os dados hoje divulgados pelo IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

© DR

“Esta variação adveio, sobretudo, do aumento mensal do saldo vivo de Bilhetes do Tesouro (BT), em 1.552 milhões de euros, resultado das emissões efetuadas durante o mês”, explica o boletim mensal da instituição.

Além disso, o IGCP indica que o saldo da rubrica de Certificado Especial de Dívida Pública de Curto Prazo (CEDIC) cresceu em 1.276 milhões de euros, advindo de “emissões no valor de 2.770 milhões de euros conjugadas com amortizações de 1.494 milhões de euros”.

No que diz respeito às contrapartidas das contas margem, recebidas no âmbito de derivados financeiros, estas aumentaram 46 milhões de euros.

Por outro lado, verificou-se uma diminuição do saldo de Certificados de Tesouro (CT), em 66 milhões de euros.

Segundo o IGCP, “incorporando o efeito cambial favorável da cobertura de derivados, correspondente ao valor nocional dos swaps de cobertura de capital, que ascendeu a 86 milhões de euros em junho, o valor total da dívida após cobertura cambial situou-se em 293.599 milhões de euros, ou seja, uma variação de 1,0%”.

Últimas de Economia

O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
A taxa de inflação situou-se nos 3,8% em outubro, face a 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da descida dos preços do gás natural na União Europeia para o nível mais baixo desde 2022, Portugal continua entre os países com as tarifas mais elevadas. Quando considerado o poder de compra, os consumidores portugueses enfrentam o segundo preço mais alto dos 27 Estados-membros.
As portagens das autoestradas poderão aumentar 3,82% em 2027, a confirmar-se a estimativa da taxa de inflação homóloga para outubro, sem habitação, divulgada hoje pelo INE, acrescida dos 0,1% de compensação às concessionárias.
A Caixa Geral de Aposentações reduziu o valor de três mil reformas devido a um erro nos cálculos. Um aposentado de 65 anos perdeu 51 euros mensais e admite regressar ao trabalho para compensar o corte.
O CHEGA/Açores alertou hoje para o desinvestimento do Governo Regional na ilha de São Miguel, destacando que o investimento por habitante previsto para 2027 é de 2.739 euros, inferior à média regional de 4.099 euros.
O sentimento económico na União Europeia e na zona euro recuou em outubro pelo segundo mês consecutivo, com uma quebra de 0,6 nas duas áreas face a setembro, fixando-se nos 96,9 pontos, divulgou hoje a Comissão Europeia.