Falências sobem 3,1% na UE no segundo trimestre face ao início do ano

O número de falências declaradas na União Europeia (UE) subiu 3,1% no segundo trimestre em comparação com os três primeiros meses do ano passado, principalmente na construção, atividades financeiras, comércio e indústria, foi hoje anunciado.

© D.R.

 

Os dados são do gabinete estatístico da UE, o Eurostat, e revelam que, no segundo trimestre de 2024, o número de declarações de falência de empresas do espaço comunitário aumentou 3,1% em comparação com o primeiro trimestre de 2024.

O Eurostat explica que, embora o número global de declarações de falência tenha aumentado, os diferentes setores da economia comportaram-se de forma diferente, sendo que os maiores aumentos se verificaram nos setores da construção (+3,8%), atividades financeiras (+2,6%), comércio (+2,4%) e indústria (+1,6%).

Em comparação com o trimestre anterior, no segundo trimestre de 2024, as falências diminuíram, por seu lado, nos setores da informação e comunicação (-4,8%), transportes (-1,6%), alojamento e restauração (-1,1%) e educação e atividades sociais (-1,0%).

Ainda entre abril e junho de 2024, os registos de empresas diminuíram 2,1% face ao período entre janeiro e março.

Os dados do Eurostat apontam que o número de registos de empresas diminuiu em todos os setores da economia, sendo que, em comparação com o trimestre anterior, os maiores decréscimos no segundo trimestre de 2024 foram no comércio (-4,7%), na indústria (-3,6%) e na educação e atividades sociais (-3,4%), enquanto a menor diminuição foi registada nas atividades financeiras (-0,7%).

Últimas de Economia

O índice de preços da habitação aumentou 17,6% em 2025, mais 8,5 pontos percentuais do que em 2024 e a taxa mais elevada na série disponível, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje de forma acentuada a dois, cinco e 10 anos em relação a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália, e os da Alemanha acima de 3% no prazo mais longo.
O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu esta segunda-feira cerca de 3%, sendo negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
O déficit comercial de bens entre a zona euro e o mundo aumentou para 1,9 mil milhões de euros, em janeiro, face aos 1,4 mil milhões de euros do mesmo mês de 2025, segundo o Eurostat.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.
Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhorar a eficiência energética e 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, indicou hoje o INE.
O relatório final dos peritos europeus confirma que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata e recomenda reforçar tanto os quadros regulatórios como a coordenação entre operadores da rede e grandes produtores, de forma a prevenir eventos semelhantes.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,079% em fevereiro, ficando abaixo dos 3,111% de janeiro de 2026 e dos 3,830% de fevereiro de 2025, indicam dados divulgados hoje pelo INE.
O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal pode ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.