COMÍCIO DE LÍDERES DE DIREITA EM MADRID

Entre aplausos e elogios, André Ventura destacou-se como o líder mais aclamado naquele que foi o primeiro encontro dos Patriotas enquanto grupo europeu, desde que Abascal foi eleito líder.

© Folha Nacional

André Ventura foi o líder mais aplaudido no encontro dos Patriotas pela Europa,
em Madrid, aquele que foi o primeiro encontro dos Patriotas enquanto grupo europeu, desde que Santiago Abascal, Presidente do VOX, foi eleito líder. Ao subir ao palco, no sábado passado, o Presidente do CHEGA foi recebido por uma multidão de pessoas a aplaudir, a acenar e a congratular o trabalho que tem feito em Portugal. E elogios não faltaram.
“André Ventura é um amigo de longa data e tem um lugar no Parlamento espanhol, pois é um orador que fala espanhol muito melhor do que a maioria dos que falam no parlamento do nosso país”, declarou Abascal no púlpito.
Para Ventura, a receção calorosa foi um sinal “de dever cumprido” e de reconhecimento ao “valor e ao triunfo” dos Patriotas. Em declarações à Herqles, plataforma espanhola de notícias, o líder do CHEGA alegou ainda que “foi alcançada uma verdadeira aliança de Patriotas para mudar a Europa.”
Durante o seu discurso, André Ventura Patriotas pela Europa, em Madrid, aquele que foi o primeiro encontro dos Patriotas enquanto grupo europeu, desde que Santiago Abascal, Presidente do VOX, foi eleito líder. Ao subir ao palco, no sábado passado, o Presidente do CHEGA foi recebido por uma multidão de pessoas a aplaudir, a acenar e a congratular o trabalho que tem feito em Portugal. E elogios não faltaram. “André Ventura é um amigo de longa data e tem um lugar no Parlamento espanhol, pois é um orador que fala espanhol muito melhor do que a maioria dos que falam no parlamento do nosso país”, declarou Abascal no púlpito.
Para Ventura, a receção calorosa foi um sinal “de dever cumprido” e de reconhecimento ao “valor e ao triunfo” dos Patriotas. Em declarações à Herqles, plataforma espanhola de notícias, o líder do CHEGA alegou ainda que “foi alcançada uma verdadeira aliança de Patriotas para mudar a Europa.”
Durante o seu discurso, André Ventura afirmou que “este é um tempo para união e mudança, para uma reconquista não só em Espanha, mas em toda a Europa”.
“Temos de reconquistar uma Europa que é nossa, que nos pertence e não temos medo de dizer: uma Europa cristã, porque é a Europa que construímos para nós e para as nossas crianças”, defendeu.
O líder do CHEGA considerou ainda que a Europa não será grande outra vez – numa alusão ao mote de campanha do republicano Donald Trump “Make America Great Again” – se fizer o mesmo que “socialistas ou social-democratas fizeram nos últimos 50 anos”.
“Temos de dizer que chega de ideologia de género nas escolas e universidades. Chega de imigrantes que vêm para o nosso território não para trabalhar, mas para nos dizer como viver.
Chega de uma classe política de parasitas que estão a enriquecer e nos fazem mais pobres e com menos dinheiro para pagar luz, gás, petróleo e habitação. É tempo de união”, apelou. Além de Abascal e de Ventura, estiveram em Madrid, dias 7 e 8 de fevereiro, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, e a francesa Marine Le Pen, dirigente da União Nacional de França, o partido que contribui com maior número de deputados para o Patriotas pela Europa.
O Patriotas pela Europa é um grupo político que foi oficialmente criado em julho de 2024, após as últimas eleições europeias, por iniciativa de Viktor Orbán, depois de o seu partido, o Fidesz, ter saído do Partido Popular Europeu (PPE). Atualmente com 86 deputados no Parlamento Europeu, de 14 países, tem como uma das suas principais bandeiras o combate à imigração ilegal.

Últimas de Política Nacional

Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.
O presidente do CHEGA acusou a ministra da Justiça de ter transmitido informações falsas ao Parlamento, admitindo duas hipóteses: ou foi enganada pela Polícia Judiciária ou terá procurado “encobrir” o ministro da Administração Interna. Ventura quer que o diretor nacional da PJ seja ouvido no Parlamento para esclarecer que informação foi transmitida.
O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.