Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM prevê ouvir 115 pessoas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao INEM deverá realizar 115 audições, prevendo iniciar as reuniões nos dias 17 e 18 de dezembro, anunciou hoje a presidente da comissão, Marta Silva.

©INEM

“Estamos perante uma lista muito extensa e isto vai dar, possivelmente, 57 reuniões e meia para fazer estas 115 audições”, afirmou a deputada do CHEGA, sublinhando a necessidade de definir prioridades e agilizar o processo.

A responsável explicou que os deputados receberam o mapa das audições já aprovadas e que será necessário consensualizar quais as entidades a ouvir em primeiro lugar, tendo agendado uma reunião de Mesa e Coordenadores para quinta-feira para definir o plano.

Entre as hipóteses em discussão estão a possibilidade de algumas respostas serem dadas por escrito e a triagem entre audições de três horas e grelhas mais curtas de cerca de uma hora e meia após plenário.

Marta Silva adiantou ainda que, caso haja acordo, será possível encaixar três audições por reunião — uma longa e duas curtas — evitando prolongar os trabalhos “pela madrugada fora”.

De acordo com a presidente da CPI, os pedidos de depoimentos têm de ser agilizados o quanto antes, já que a aprovação do relatório está marcada para 27 de janeiro de 2026.

“Nós temos mesmo de acelerar isso e tem de haver um esforço para economizar tempo”, salientou.

O relatório final dos trabalhos está a cargo do deputado da IL Mário Amorim Lopes.

Os deputados deverão decidir também se haverá pausa durante a semana do Natal, com os trabalhos a retomarem a 7 e 8 de janeiro.

A presidente da CPI lembrou que os parlamentares deverão ainda decidir se querem suspender os trabalhos entre 12 e 16 de janeiro, durante a campanha das eleições presidenciais agendadas para dia 18.

A CPI foi aprovada em julho por proposta da Iniciativa Liberal. É composta por 24 deputados e tem 90 dias para apurar responsabilidades políticas, técnicas e financeiras relativas à atual situação do INEM.

O foco inclui a atuação do INEM durante a greve do final de outubro e início de novembro de 2024 e a relação das tutelas políticas com o instituto desde 2019.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial apoiado pelo Chega disse hoje esperar que os líderes do PSD e IL “não sejam pelo menos um obstáculo” a uma vitória sua “que impeça o socialismo” de regressar ao Palácio de Belém.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA reforçou na quinta-feira à noite o apelo ao voto no domingo alegando que "a mudança nunca esteve tão perto".
A campanha para as eleições presidenciais de domingo termina hoje com a maioria dos candidatos a concentrar as últimas ações na região de Lisboa, à exceção de Catarina Martins e João Cotrim Figueiredo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA afirmou hoje que o país “terá ordem” a partir de domingo e respondeu a quem considera que votar em si é “inútil”, como afirmou o almirante Gouveia e Melo.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que Luís Montenegro, ao entrar novamente na campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.
André Ventura lidera sem margem para dúvidas o espaço digital na corrida às presidenciais. Um estudo independente confirma que o candidato do CHEGA é o que alcança mais pessoas, gera mais interações e domina as redes sociais, destacando-se claramente dos restantes concorrentes num momento decisivo da campanha.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o primeiro-ministro é “o maior sem noção do país”, depois de Luís Montenegro ter rejeitado na segunda-feira a ideia de caos na saúde.
João Cotrim Figueiredo é acusado de assédio por uma ex-assessora, mas nega tudo. A denúncia foi feita nas redes sociais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o tratado entre a União Europeia e o Mercosul será “a última pedra na sepultura” da agricultura nacional, criticando Marcelo por não se ter posicionado junto ao Governo.
A mais recente tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal mostra o candidato do CHEGA como o nome mais apontado como favorito pelos portugueses para vencer as Presidenciais de 2026, com António José Seguro e Marques Mendes empatados atrás de Ventura.