O Governo anunciou um pacote de apoios extraordinários para as famílias e particulares afetados pelos estragos causados pela tempestade Kristin. De acordo com o executivo liderado por Luís Montenegro, o apoio previsto ascende a 537 euros por pessoa e 1075 euros por agregado familiar.
Apesar da gravidade da situação e dos elevados prejuízos materiais registados, os montantes anunciados têm sido recebidos com indignação pelas populações afetadas. “Nem um gerador se compra com este valor”, desabafou um residente do interior que esteve vários dias sem eletricidade. Nas redes sociais, multiplicam-se críticas que apontam os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Várias vozes exigem que o Governo reavalie os montantes e alargue o alcance das medidas, de forma a abranger danos em habitações, bens pessoais e prejuízos empresariais. Para muitos dos afetados, os apoios anunciados ficam muito aquém das necessidades no terreno e reforçam a perceção de uma distância entre as decisões políticas e a realidade vivida pelas populações.
A passagem da tempestade Kristin deixou um rasto de destruição em várias regiões do país, com cortes prolongados de eletricidade, danos em habitações e infraestruturas, quedas de árvores e milhares de ocorrências. O cenário levou o Governo a decretar situação de calamidade em cerca de 60 municípios, sobretudo na região Centro, onde houve localidades isoladas, acessos interrompidos e serviços essenciais comprometidos. Este domingo, o Governo anunciou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro.