“Ontem [quarta-feira], intercetámos três cidadãos na posse de uma réplica de um gerador, ou seja, um equipamento incapaz de produzir energia”, afirmou Domingos Urbano Antunes.
Segundo a PSP, os homens, pai e dois filhos, “foram identificados”, e foi apreendido o equipamento e 200 euros em dinheiro.
“Já tinham vendido o alegado gerador por 800 euros”, adiantou.
O comandante distrital garantiu que se continua a registar uma baixa criminalidade e sem “qualquer furto de geradores ou de combustível”.
“Continuamos com o reforço do policiamento de visibilidade e com especial incidência no período noturno, dirigido a zonas comerciais e industriais, ainda muito expostas”, prosseguiu.
Por outro lado, o responsável distrital da PSP referiu que “equipas reforçadas” continuam a fazer visitas domiciliárias a idosos, para aferir das “suas necessidades urgentes”, além de que equipas afetas ao trânsito continuam a proceder a cortes de vias “para permitir a remoção de detritos e cortes de árvores”.
Domingos Urbano Antunes apelou à população para estar muito atenta a tentativas de burlas, incluindo de pessoas que “se disponibilizam como voluntários para ajudar e, no fim, exigem dinheiro”.
Já esta semana, o Comando Distrital de Leiria da PSP referiu ser “muito importante que as pessoas não se deixem iludir pelo excesso de disponibilidade e voluntarismo de pessoas estranhas”, pedindo “para que identifiquem as pessoas e, sendo desconhecidas, chamem a polícia”.
A PSP alertou “para falsos prestadores de serviços de construção, vendedores de materiais e equipamentos, em particular geradores, peritos de seguros, funcionários municipais ou de assistência social”.
“Devem apenas aceitar ajudas de pessoas que tenham conhecimento e perfeitamente identificadas, e denunciem situações, procurando recolher dados fisionómicos e matrículas dos veículos utilizados por estas pessoas”, recomendou a PSP, insistindo para que nunca permitam a entrada de estranhos em casa.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.