Dia da Portugalidade

O dia 10 de junho, significa para Portugal, e deveria expressar para todos os portugueses, muito mais do que o dia de Luís Vaz de Camões e das comunidades portuguesas. Deve ser considerado um momento evocativo e intemporal, para que se continue a valorizar de forma reiterada, o que de melhor os portugueses e sobretudo a universalidade da nossa Língua Materna, dão e deram ao mundo, ao longo destes séculos que já passaram. 

O português é o 5.º Idioma mais falado além-fronteiras (por mais de 260 milhões de pessoas), sendo uma brilhante matéria-prima, servindo inequivocamente como produto para a construção de enésimas literaturas e mormente ser motor de afirmação nas sociedades. Literalmente, podemos asseverar que a língua portuguesa, é um meio de vínculo entre povos, e um veículo transmissor da nossa história pelo mundo moderno.

A comunidade além-fronteira, é patenteada por mais de 6 milhões de concidadãos, e orgulhosamente mais de 4 milhões, requereram a cidadania portuguesa. Mesmo não tendo nascido em terras de Viriato, ousaram por patriotismo e apego lusitano, transmitido pelos seus progenitores, requerer a cidadania portuguesa, podendo proclamar a uma só voz, SOU PORTUGUÊS.

Para todos os que se sentem e se orgulham de ser LUSITANOS, este é o dia de toda a PORTUGALIDADE.

Desde que há memória, o povo português sempre foi considerado por ser astuto, combativo, decidido, resiliente e sobretudo, defensor dos seus hábitos e costumes tradicionais. Sem usar a narrativa histórica de forma leviana, desde há cerca de 900 anos, que ser lusitano é sinónimo de Orgulho, Honra, Trabalho, Raça e particularmente Combatividade.

Sempre fomos destemidos, ao ponto de descobrirmos as maiores e mais importantes rotas marítimas de que há memória. Somos um Povo em número reduzido, mas que nunca teve receio de se aventurar pelos 4 cantos do mundo. De Norte a Sul, de Este a Oeste, não há ponto mais recôndito no mundo, onde não haja a presença de um “vestígio”, ou mesmo de um “puro-sangue lusitano”, que continue a honrar e a elevar ao mais alto nível, todos os nossos “egrégios” antepassados.

Mas como dizia o Poeta Fernando Pessoa, “Quem te sagrou criou-te português…”

Na década de 30, do século passado, foi determinado pelo Dr. António de Oliveira Salazar, que este dia seria considerado, como o “Dia da Raça” e muito bem, mas há que escalpelizar este termo, porque infelizmente, os Socialistas e sobretudo os Comunistas pós-25 de abril, vieram obscurecer no espaço e no tempo, o seu significado e intuito sociocultural.

Para o Dr. António de Oliveira Salazar, este termo de “DIA DA RAÇA”, nada tinha a ver com xenofobia, racismo ou até mesmo imperialismo, seria, sim, o Dia da Raça Lusitana, da Determinação, do Querer, da Vontade, da Expansão Marítima, do Sofrimento Colonial, da Resiliência Ultramarina, da Emigração Lusófona, da difusão da fé Cristã, ou seja, de todos os que ajudaram a construir durante séculos esta Pátria Mãe, dentro de princípios conservadores e alicerçados na coesão familiar e nacional. 

“Ó Pátria Mãe, por ti dou a vida, há sempre alguém, que não te quer perdida, 

Ó Pátria Mãe, Reza a Deus por nós, Há sempre alguém, Nunca estamos sós…” vide excerto do Hino das Tropas Paraquedistas

Não podemos deixar de enaltecer, que o Sentimento de SER PORTUGUÊS, vai muito mais além do que a nossa língua, vai muito mais além do que as nossas conquistas desportivas, vai muito mais além do que as desventuras políticas que nos envergonham além-fronteiras, vai sobretudo, pelo sentimento de SAUDADE que nos corre nas veias, que nos palpita no coração, que nos regozija a Alma Lusitana, e que de forma “BRUTAL”, nos faz descontrair e ofegar, cada vez que cruzamos as nossas fronteiras terrestres e/ou marítimas.

Cada vez mais se encaixa no nosso dia a dia, a velha máxima de “DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA e TRABALHO”. Não pelo saudosismo que nos atribuem de tempos idos, mas pelo que deveria ser a génese e o pilar basilar para todo o SER HUMANO.

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