Criminalidade violenta aumentou 2,6% em 2024 com destaque para violações e roubo de viaturas

A criminalidade violenta e grave aumentou 2,6% no ano passado em relação a 2023, com 14.385 crimes registados, enquanto a criminalidade geral desceu 4,6% ao registar 354.878 participações, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

© D.R.

Uma versão preliminar do RASI de 2024, documento que vai ser, esta segunda-feira, aprovado na reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, dá conta que na criminalidade violenta e grave os crimes que mais subiram foram roubo por esticão (mais 8,7%), roubo de viatura (mais 106,3%) roubo em edifícios comerciais ou industriais (mais 21,7%), violação (mais 9,9%) e roubo a bancos ou outros estabelecimentos de crédito (mais 128,6%).

Os crimes que mais desceram no ano passado face a 2023 foram resistência e coação sobre funcionário (-16,2%), ofensas à integridade física voluntária grave (-6,1%), roubo na via pública exceto por esticão (-0,3%), outros roubos (-8,3%) e roubo a posto de abastecimento de combustível (-12,3%).

Sobre o crime de violação, o documento preliminar do RASI indica que no ano passado ocorreram 543 violações, mais 49 do que em 2023, quando se registaram 494. Outro dos crimes com maior aumento foi o roubo a bancos, que em 2024 totalizou 32, mais 18 do que em 2023.

Os homicídios registaram uma pequena descida, tendo sido participados 89 crimes, menos um do que em 2023.

O RASI precisa que, dos 89 homicídios, 23 foram em contexto de violência doméstica (mais um que no ano anterior), continuando as armas brancas e de fogo a ser os instrumentos mais utilizados para os homicídios.

A criminalidade geral, aquela que é registada pela GNR, PSP, PJ, Polícia Marítima, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e Polícia Judiciária Militar, totalizou 354.878 participações em 2024, menos 17.117 do que em 2023.

Segundo o documento, o crime com maior representatividade, comparativamente com o ano anterior, foi a subida no furto por carteirista (mais 12%).

O RASI destaca também as subidas nos crimes de furto em área anexas a residências (mais 411), abuso de confiança fiscal (mais 415), furto em supermercado (mais 511) e contrafação falsificação de moeda e passagem de moeda falsa (mais 1.555).

Relativamente às descidas, o relatório realça as burlas (-66,4%), condução sem habilitação legal (-28,4%) e e condução de veículo com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 gramas por litro de sangue.

A violência doméstica e a ofensa à integridade física voluntária simples são os tipos de crimes com maior número de participações registadas.

Enquanto a ofensa à integridade física voluntária simples subiu ligeiramente (1,1%), a violência doméstica registou uma pequena diminuição, tal como em 2023, de 0,8%.

“No entanto, continua a apresentar índices de participação muito elevados (30.221), tendo-se registado um aumento na violência contra menores (+7,2%). O crime de violência doméstica contra cônjuge ou análogo continua a ser aquele em que se observa o maior número de registos entre toda a criminalidade participada (25.919)”, lê-se no RASI.

O RASI é elaborado pelo Sistema de Segurança Interna e aprovado no Conselho Superior de Segurança Interna, órgão interministerial de audição e consulta em matéria de segurança interna que é presidido pelo primeiro-ministro.

Além dos diretores das polícias e do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e do Serviço de Informações de Segurança, fazem também parte deste órgão os ministros da Administração Interna, Presidência, Justiça, Defesa Nacional, Finanças e Obras Públicas, Transportes e Comunicações e o Procurador-Geral da República.

Últimas do País

O Governo Regional da Madeira, liderado por Miguel Albuquerque (PSD), prepara-se para gastar cerca de meio milhão de euros num evento promocional nos Estados Unidos, que inclui um jantar para cerca de 200 convidados.
O prazo para apresentar candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações próprias e permanentes afetadas pelo mau tempo termina em 07 de abril, indicou o Governo num despacho publicado em Diário da República (DR).
O ex-ministro do Cavaco Silva foi acusado de dar "bofetada" à mulher. Funcionários de clínica privada onde se encontravam chamaram a polícia. Mira Amaral admite exaltação, mas rejeita ter agredido.
Mais de 1.900 artigos contrafeitos de várias marcas foram apreendidos na feira semanal de Tondela, no distrito de Viseu, no âmbito de uma operação de fiscalização, anunciou hoje a GNR.
O CHEGA quer que o Governo avance com uma campanha nacional de sensibilização contra o acorrentamento de cães, uma prática que o partido considera ainda frequente em Portugal e que levanta preocupações ao nível do bem-estar animal.
O sindicato de chefias da guarda prisional associou-se a uma providência cautelar apresentada por uma associação, que pretende impedir que mulheres transgénero sem o processo de transição físico completo sejam colocadas em prisões femininas.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estimou hoje que no segundo período de aulas houve todas as semanas cerca de 40 mil alunos sem pelo menos um professor, resultado da falta de docentes nas escolas.
Decisão do Tribunal Constitucional obriga membros do Governo a revelar clientes, serviços e saldos bancários. Ao todo, 15 governantes ficam sujeitos a novas regras de transparência impostas pelo Constitucional.
A Comissão Europeia aprovou hoje um pacote de 250 milhões de euros de ajudas estatais ao setor florestal em Portugal para reflorestar áreas afetadas e compensar proprietários, com subvenções e válido até 31 de dezembro de 2029.
Contrato de quase 14 mil euros revela problema persistente na residência oficial do primeiro-ministro. Estado já gastou milhões no combate a pragas.